Dólar cai com Galípolo e EUA. Bolsa bate 190 mil pontos pela 1ª vez

Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve alta de 0,16%, cotado a R$ 5,196. Ibovespa, por sua vez, recuou 0,17%, aos 185,9 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólar norte-americano - Metrópoles - Foto: Yevgen Romanenko/Getty Images

O dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (11/2), em um dia no qual o mercado financeiro repercute as declarações do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que participa de uma conferência promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Ainda no cenário doméstico, os investidores aguardam a divulgação dos resultados financeiros do Banco do Brasil, que fecha a temporada de balanços dos maiores bancos do país, no quarto trimestre do ano passado.

O principal destaque do dia, no entanto, é internacional. O mercado monitora os dados oficiais de emprego fora do setor agrícola nos Estados Unidos em janeiro deste ano – o chamado “payroll”, divulgado pelo Departamento do Trabalho.


Dólar

  • Às 15h32, o dólar caía 0,21%, a R$ 5,185.
  • Mais cedo, às 14h52, a moeda norte-americana recuava 0,33% e era negociada a R$ 5,179.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,204. A mínima é de R$ 5,169.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve alta de 0,16%, cotado a R$ 5,196.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,98% no mês e de 5,32% frente ao real no ano.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta firme no pregão.
  • Às 15h44, o Ibovespa avançava 1,89%, aos 189,4 mil pontos. Mais cedo, o índice cravou 190.561,19 pontos, novo recorde histórico.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,17%, aos 185,9 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,52% em fevereiro e de 15,39% em 2025.

Galípolo em São Paulo

Nesta quarta-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participou de uma conferência promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo – que contou com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na véspera.

Galípolo fez uma série de elogios ao trabalho em conjunto da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) nas investigações sobre as supostas irregularidades no Master. Ele também elogiou a atuação da imprensa independente.

“Desde o primeiro momento, percebemos que era um tema que extrapolava a supervisão bancária e demandava fazermos as comunicações que tivemos que fazer e envolver PF e o MP. O mercado financeiro fica com uma grande dívida com a PF, que tem feito um trabalho fantástico”, afirmou Galípolo.

Segundo o chefe da autoridade monetária, o episódio envolvendo o Banco Master foI um “evento específico”, que pode ocorrer não só no Brasil como em qualquer país do mundo.

“Também tivemos, no meio do ano, uma série de ataques, inicialmente identificados como ciberataques, que demandaram uma resposta rápida e ativa do BC. E, para isso, foi essencial contar com a parceria das principais instituições e do mercado, para que fizéssemos na dosagem correta”, explicou.

Galípolo defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização por parte do BC e de outros órgãos competentes. “O que precisamos é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros. Jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante em um processo como esse”, disse, sob aplausos do público que acompanhava a palestra.

Banco do Brasil fecha temporada de balanços dos “bancões”

Outro destaque do mercado, nesta quarta-feira, é a divulgação do balanço financeiro do Banco do Brasil referente ao último trimestre de 2025. Depois de Bradesco, Santander e Itaú, a instituição é a última entre os chamados “bancões” do país a divulgar seu balanço.

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no período entre outubro e dezembro do ano passado. O resultado representou crescimento de 20,6% em relação ao quarto trimestre de 2024.

O Santander, por sua vez, teve lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões. Foi o melhor resultado trimestral dos últimos quatro anos, com crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Por fim, o Itaú registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no período. O desempenho do banco entre outubro e dezembro do ano passado representou crescimento de 13,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Os três maiores bancos privados do Brasil — Itaú, Bradesco e Santander — fecharam mais de 2,3 mil agências e postos de atendimento durante o ano passado, de acordo com dados divulgados pelas próprias instituições financeiras em seus balanços corporativos.

O líder no ranking de fechamento de agências no ano passado é o Bradesco, que terminou 2025 com 1.356 unidades a menos — o que correspondeu a uma redução de 28,2% em relação a 2024. O banco fechou o ano com 3.450 agências em todo o país.

Em seguida, aparece o Santander, que encerrou 579 unidades (-25,6%) e terminou 2025 com 1.685 agências. O Itaú vem na sequência, com o fechamento de 399 pontos (-13,6%), ficando com 2.529 unidades. Ao todo, os três “bancões” fecharam 2.334 agências no ano passado.

“Payroll” nos EUA

Apesar do intenso noticiário econômico doméstico, o grande foco de atenção dos investidores, nesta quarta, está voltado para os EUA, onde são divulgados os dados oficiais de emprego em janeiro deste ano. Trata-se do “payroll”, um indicador econômico mensal dos EUA que mostra a evolução do emprego no país fora do setor agrícola.

O relatório, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), é considerado determinante para as avaliações sobre o desempenho da economia norte-americana.

Em janeiro, os EUA registraram a criação de 130 mil vagas de emprego – bem mais que os 48 mil postos criados no mês anterior e também acima das estimativas do mercado.

A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia a fim de combater a inflação.

Analistas temem que a aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Por outro lado, dados fracos de emprego poderiam alimentar as projeções mais pessimistas de que a economia dos EUA entre em recessão nos próximos meses.

Na última reunião do Fed, no fim de janeiro, os juros foram mantidos no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. A manutenção da taxa de juros interrompeu sequência de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual pelo BC dos EUA.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 17 e 18 de março.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano.

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