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Dólar cai e Bolsa sobe com balança comercial, falas do Fed e Venezuela

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,405. Ibovespa fechou o pregão em alta de 0,83%, aos 161,8 mil pontos

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O dólar operava em baixa, nesta terça-feira (5/1), em um dia no qual os mercados seguem acompanhando os desdobramentos geopolíticos e econômicos do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e da captura do ditador do país sul-americano, Nicolás Maduro.

No cenário doméstico, o principal destaque da agenda econômica nesta terça é a divulgação dos dados da balança comercial do Brasil de dezembro do ano passado, por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No front externo, além da crise na Venezuela, os investidores monitoram declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), além dos dados dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) compostos finais de dezembro nos EUA, na Alemanha, na zona do euro, no Reino Unido e no Japão.


Dólar

  • Às 13h13, o dólar caía 0,65%, a R$ 5,371.
  • Mais cedo, às 11h25, a moeda norte-americana recuava 0,47% e era negociada a R$ 5,381.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,417. A mínima é de R$ 5,362.
  • Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,405.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,52% frente ao real em 2026.

Ibovespa


Balança comercial brasileira

Nesta terça-feira, o mercado acompanha a divulgação dos dados referentes a dezembro de 2025 da balança comercial do Brasil. Os números são anunciados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Está prevista uma entrevista coletiva, na sede do ministério, com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).

Também participam da divulgação dos dados a secretária-adjunta de Comércio Exterior, Daniela Matos; o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão; e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro.

Os dados trazem um panorama sobre o desempenho das exportações e importações brasileiras no fechamento do ano passado.

Falas do Fed

No cenário internacional, as atenções dos investidores se voltam para os EUA. O mercado monitora pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), semanas depois da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em 2025.

Nesta terça-feira, deve falar o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, em um discurso sobre as perspectivas econômicas dos EUA para este ano.

Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.

Crise na Venezuela

Ainda no exterior, os mercados seguem acompanhando as consequências políticas e econômicas do ataque norte-americano na Venezuela, no fim de semana, que levou à captura do ditador Nicolás Maduro. Ele foi levado para os EUA, onde será submetido a julgamento em Nova York.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, na última segunda-feira (5/1), e a maioria dos países que falaram foram críticos à operação dos EUA na Venezuela. Os norte-americanos, por sua vez, alegaram que o ataque se deu porque Maduro é um “narcoterrorista” e que “não há uma guerra contra a Venezuela ou seu povo”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que está “extremamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e o precedente que isso pode estabelecer sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o mercado de câmbio iniciou a semana “sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou a alta do dólar pela manhã” na última segunda-feira. Mas o clima foi mudando ao longo do dia.

“A tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo. O movimento de queda da moeda norte-americana ganhou força definitiva após a divulgação do índice de atividade industrial nos EUA abaixo do esperado, indicando desaquecimento na atividade. Esse dado enfraqueceu o índice DXY globalmente, permitindo que o real acompanhasse a queda do dólar no exterior e encaminha-se para fechar em queda”, explica Shahini.

“No mercado acionário, as praças da América Latina absorveram bem o noticiário geopolítico, sem registrar quedas significativas. O grande destaque do dia, contudo, vem do mercado de bonds: títulos de dívida em dólar da Venezuela e da estatal PDVSA dispararam em 40% com a expectativa de uma possível reabertura da econômica e revitalização da indústria de petróleo do país”, concluiu.

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