ONU: Guterres teme “intensificação da instabilidade na Venezuela”
Em carta lida pela chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, secetário-geral apontou que há preocupação regional e internacional
atualizado
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou estar preocupado com a intensificação militar na Venezuela, após uma operação dos Estados Unidos que atingiu Caracas e resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta segunda-feira (5/1).
Em carta lida pela chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, Guterres apontou que há preocupação regional e internacional por “vários ângulos”.
“Estou extremamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e o precedente que isso pode estabelecer sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”, ressaltou Gúterrez na declaração.
Captura
- Os Estados Unidos atacaram, no sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
- Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
DiCarlo apontou ainda que “a manutenção da paz e da segurança depende de um compromisso contínuo de todos os Estados-membros, para que estejam sempre aderindo às previsões da Carta”.
Ela alertou o presidente norte-americano, Donald Trump, que a situação na Venezuela gera preocupação no território venezuelano.
O pedido de reunião da ONU foi apresentado pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem acumulado embates com o presidente norte-americano, Donald Trump. O Brasil participará do encontro, mas não terá direito a voto.
Conforme apurou o Metrópoles, o Brasil será representado pelo embaixador Sérgio Danese, que solicitará a palavra durante a sessão, embora o país não seja membro permanente do Conselho. Segundo interlocutores do Itamaraty, não haverá mudança na posição brasileira em relação à ação dos EUA contra a Venezuela.
