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Conselho de Segurança da ONU discute invasão dos EUA à Venezuela

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu nesta segunda-feira (5/1) para discutir os ataques dos EUA à Venezuela

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Conselho de Segurança da ONU - Metrópoles
1 de 1 Conselho de Segurança da ONU - Metrópoles - Foto: Reprodução/Metrópoles

Países como Brasil, China e Rússia condenaram os Estados Unidos, nesta segunda-feira (5/1), pelos ataques à Venezuela, no sábado (3/1). As críticas ocorreram em reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Já os EUA alegaram que não ocuparam o território venezuelano, mas realizaram uma operação de forças policiais no país (leia abaixo).

O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Sérgio França Danese, criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela.

“Os bombardeios no território venezuelano e a captura do presidente (Nicolás Maduro) cruzam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma afronta muito séria à soberania da Venezuela e abrem um precedente muito perigoso para toda a comunidade internacional”, ressaltou Sérgio no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Os efeitos do enfraquecimento da governança internacional e dos mecanismos de cooperação já eram evidentes em número recorde desde a Segunda Guerra Mundial, com 61 conflitos armados ativos e os números sem precedentes de 117 milhares de pessoas em situação de exílio humanitário, 117 milhões de pessoas em situação de exílio humanitário em todo o mundo, refletindo essa aumento nas guerras”, destacou.

“Pela primeira vez na América do Sul, um evento tão profundamente alarmante aconteceu. Uma agressão armada externa, com o uso de tropas e bombardeio, num país vizinho que faz fronteira com o Brasil e com o qual temos mais de 2 mil quilômetros de fronteira”, acrescentou.

Venezuela

Pouco antes, o representante da Venezuela na Organização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, condenou o ataque feito pelos Estados Unidos ao país, no sábado (3/1).

“A República Bolivariana da Venezuela foi alvo de uma operação militar e ilegítima dos Estados Unidos da América, inclusive com o sequestro do presidente constitucional da República, o senhor Nicolás Maduro e a primeira-dama Celia Flores”, afirmou Moncada.

“Nós temos uma flagrante violação da Carta das Nações pelos Estados Unidos, principalmente contra o princípio da igualdade e da soberania dos Estados, com proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, conforme contemplado no artigo 2 com o artigo 4, e uma violação do dever de se resolver controvérsias por meios pacíficos”, acrescentou.

China

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, também lamentou os ataques norte-americanos aos país sul-americano. “Em 3 de janeiro, os EUA atacaram de forma assustadora a Venezuela, forçando o presidente Maduro a sair do país junto com sua esposa. O país diz que irá administrar a Venezuela e não descarta, inclusive, um segundo ataque com operações militares ainda maiores. A China está profundamente chocada e condena fortemente as ações ilegais e os atos dos Estados Unidos, que já acontecem há algum tempo”, disse.

Estados Unidos

Já o embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, afirmou que o país não ocupa a Venezuela, mas cumpre uma operação das forças policiais.

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Maduro sendo escoltado para julgamento nos EUA após ser capturado na Venezuela
Maduro foi capturado no sábado (3/1)
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
Maduro sob custódia de policiais dos EUA
Nicolás Maduro após ser capturado pelos EUA
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, preso nos EUA
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, preso nos EUA

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Maduro sendo escoltado para julgamento nos EUA após ser capturado na Venezuela
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Maduro sendo escoltado para julgamento nos EUA após ser capturado na Venezuela

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)
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Maduro foi capturado no sábado (3/1)

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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

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Maduro sob custódia de policiais dos EUA
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Maduro sob custódia de policiais dos EUA

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Nicolás Maduro após ser capturado pelos EUA
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Nicolás Maduro após ser capturado pelos EUA

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Trump durante coletiva após os ataques à Venezuela
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Trump durante coletiva após os ataques à Venezuela

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Donald Trump, presidente dos EUA
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Donald Trump, presidente dos EUA

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Imagens da ofensiva realizada em Caracas
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Imagens da ofensiva realizada em Caracas

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“Por colocar no povo dos Estados Unidos e do Hemisfério Ocidental em risco e reprimir os venezuelanos em seu país, como o secretário Marco Rubio disse, não há uma guerra contra Venezuela ou seu povo, não estamos ocupando um país, é uma operação das forças policiais”, destacou Waltz.

Segundo Waltz, Nicolás Maduro “é o chefe de uma perigosa organização terrorista: o Cartel de Los Soles”.

“Ele (Maduro) facilita a invasão de drogas ilegais que chegam nos Estados Unidos, estimada em milhares, centenas de milhares de toneladas anualmente. Ele se tornou incrivelmente rico por causa da miséria, da tristeza, de um número de americanos, venezuelanos e outros, e é ajudado por organizações terroristas internacionais, como o Hezbollah, autoridades corruptas iranianas e outros atores malignos que influenciam não só a região, mas também o mundo”, acrescentou.

“Eles (Venezuela) continuam a ter as maiores reservas de energia do mundo sobre o controle de adversários dos Estados Unidos, o controle de líderes e legítimos, e que não beneficiam os venezuelanos e que ainda assim são, e ainda por cima são roubados por oligarcas dentro da Venezuela”, alegou.

Rússia

No lado da Rússia, o embaixador na ONU Vasily Nebenzya pediu a soltura imediata de Maduro, acusando os EUA de serem “hipócritas e cínicos”.

Preocupação na ONU

Na abertura do conselho, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar preocupado com a intensificação militar na Venezuela, após uma operação dos Estados Unidos que atingiu Caracas e resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em carta lida pela chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, Guterres apontou que há preocupação regional e internacional por “vários ângulos”.

“Estou extremamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e o precedente que isso pode estabelecer sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”, ressaltou Gúterrez na declaração.

Captura

  • Os Estados Unidos atacaram, no sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
  • O presidente norte-americano, Donald Trump, capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
  • Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

DiCarlo apontou ainda que “a manutenção da paz e da segurança depende de um compromisso contínuo de todos os Estados-membros, para que estejam sempre aderindo às previsões da Carta”.

Ela alertou o presidente norte-americano, Donald Trump, que a situação na Venezuela gera preocupação no território venezuelano.

O pedido de reunião emergencial da ONU foi apresentado pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem acumulado embates com o presidente norte-americano, Donald Trump. O Brasil participará do encontro, mas não terá direito a voto.

Conforme apurou o Metrópoles, o Brasil será representado pelo embaixador Sérgio Danese, que solicitará a palavra durante a sessão, embora o país não seja membro permanente do Conselho. Segundo interlocutores do Itamaraty, não haverá mudança na posição brasileira em relação à ação dos EUA contra a Venezuela.

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