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Negócios

Europa: bolsas renovam máximas com "empurrão" de tecnologia e defesa

O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas da Europa listadas em bolsas, ultrapassou a marca dos 600 pontos pela primeira vez

05/01/2026 15:19
Cate Gillon/Getty Images
Imagem de pessoa passando em frente a painel da Bolsa de Valores de Londres - Metrópoles

Apesar do aumento da incerteza global neste início de semana, principalmente por causa da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam o pregão desta segunda-feira (5/1) em alta.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta firme de 0,94%, aos 601,76 pontos. Foi a primeira vez que o indicador ultrapassou a marca dos 600 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX terminou o dia avançando 1,34%, aos 24,8 mil pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 registrou ganhos de 0,2%, aos 8,2 mil pontos.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em alta de 0,54%, aos 10 mil pontos. Foi a primeira vez que o indicador bateu essa marca.
  • O Ibex 35, de Madri, também fechou no azul, com valorização de 0,7%, aos 17,6 mil pontos.
  • Entre os principais destaques do dia, o setor de tecnologia subiu 3,45%, enquanto o de defesa avançou 3,69%.

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Incerteza após ataque dos EUA contra a Venezuela

Assim como ocorreu em praticamente todos os mercados globais, os investidores demonstraram preocupação com as consequências políticas e econômicas do ataque militar dos EUA contra a Venezuela, que levou à captura do ditador do país, Nicolás Maduro.

Com os investidores em busca de ativos considerados mais seguros, o mercado europeu registrou forte valorização de empresas dos setores aeroespacial e de defesa.

A BAE Systems, por exemplo, fechou o pregão em alta de 5,22%. Também tiveram fortes ganhos companhias como a Babcock International (+4,71%) e a Chemring (+3,28%).

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Outro destaque da sessão ficou por conta da Ashmore, que disparou 6,7%. A gestora britânica detém dívida venezuelana, que se valorizou após a captura de Maduro.

Por outro lado, ao contrário do que aconteceu com as grandes petrolíferas dos EUA, que se valorizaram na Bolsa de Nova York, a Shell registrou queda de 0,58%, enquanto a British Petroleum recuou 0,67%.