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Negócios

Opep+ mantém produção de petróleo estável apesar do ataque à Venezuela

Anúncio foi feito neste domingo (4/1), após encontro online entre 8 membros do grupo. Para especialistas, há excesso de oferta da commodity

04/01/2026 11:27
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Divulgação
imagem colorida com depósito de barris de petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou neste domingo (4/1) que manterá a produção mundial da commodity estável, seguindo compromisso firmado pela entidade em novembro de 2025. Isso apesar do ataque norte-americano contra a Venezuela, anunciado no sábado (4/1), e das tensões políticas entre dois dos principais membros da entidade, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

A informação foi divulgada depois de reunião entre oito membros da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial. O encontro aconteceu após a queda de quase 20% nos preços do petróleo em 2025, o maior baque anual desde 2020.

Para especialistas do setor, tal queda no preço reflete um excesso de oferta mundial da commodity. Os oito países que participaram da reunião (Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã) aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial de petróleo.

Em novembro, porém, os mesmos países concordaram em suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março. O anúncio deste domingo, portanto, confirma essa decisão. A breve reunião online não discutiu a questão da Venezuela, segundo afirmou um delegado da Opep+. Um novo encontro do grupo deve ocorrer em 1º de fevereiro.

A Opep é uma organização que reúne produtores de petróleo, fundada em 1960. Seus membros, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, controlam quase toda a produção mundial da commodity, influenciando diretamente os preços da energia. A Opep+ é uma ampliação do grupo, que incorpora outros grandes produtores, como a Rússia e o Brasil, membro observador desde 2025.

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