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Negócios

Dólar fica estável, mas Bolsa afunda com Petrobras, Vale e bancos

Pela manhã, moeda americana registra pequena queda de 0,02%, a R$ 5,16, mas oscila bastante. Ibovespa cai 1,15%, aos 172 mil pontos

06/07/2026 11:39, atualizado 06/07/2026 12:06
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Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólar norte-americano - Metrópoles

O dólar opera estável na manhã desta segunda-feira (6/7). Às 11h20, a moeda americana registrava uma leve baixa de 0,02%, cotada a R$ 5,16. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), anotava, no mesmo horário, forte queda de 1,15%, aos 172 mil pontos.

No Brasil, o Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) com economistas de mercado, mostrou, nesta segunda-feira, uma mudança de rumo na expectativa de inflação para 2026. Ela recuou de 5,33% para 5,30%.

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Há uma semana, o número havia se estabilizado em 5,33%. Antes disso, porém, ele vinha de 15 altas sucessivas, puxadas, notadamente, pelas incertezas provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã.

Petróleo

O conflito, contudo, dá sinais constantes de arrefecimento e exerce uma influência cada vez menor na formação do preço dos ativos globais. Por isso, o preço do petróleo tem dado sinais constantes de estabilidade — ou mesmo, queda.

Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou neste domingo (5/7) que aprovou um novo aumento nas cotas de produção de petróleo dos integrantes do  grupo. Elas sofrerão um acréscimo de 188 mil barris por dia a partir de agosto de 2026.

Às 10h40, os contratos com vencimento mais curto do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, caíam 0,11%, a US$ 72,04, embora oscilando bastante. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, recuava 0,33%, a US$ 68,59. Ambas as cotações voltaram nas últimas semanas a patamares anteriores ao conflito, deflagrado em 28 de fevereiro.

Juros nos EUA

Num dia de agenda fraca no Brasil, sem a divulgação de dados econômicos relevantes além do Focus, o mercado volta-se para os Estados Unidos. Os investidores aguardam declarações de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), previstas para o início da tarde.

Os analistas buscam sinais nas manifestações de Waller sobre a evolução dos juros nos Estados Unidos. O tema assumiu nas últimas semanas o papel de vetor dos mercados de câmbio e ações. A previsão de taxas de juros mais altas faz com que o dólar suba, uma vez que aumenta a atratividade dos títulos da dívida americana, os Treasuries.

Serviços

Também nos EUA, o Índice de Gerentes de Compras do setor de serviços trouxe informações mistas. Ele caiu de 54,5, em maio, para 54,0, em junho.  Um valor acima de 50 pontos indica crescimento no segmento, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. Ou seja, nesse aspecto, houve desaceleração do avanço na atividade.

Por outro lado, o levantamento mostrou que o mercado de trabalho se recuperou depois de três meses seguidos de queda. O índice da pesquisa referente ao emprego no setor de serviços subiu de 47,9 em maio para 51,2.

Às 10h50, as bolsas americanas operavam em sentidos diferentes. Entre os principais índices, o S&P 500 e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia, subiam 0,40% e 0,93% respectivamente. O Dow Jones recuava 0,29%.

Ibovespa

O Ibovespa é puxado para baixo na manhã desta segunda-feira pela queda das ações com maior peso no índice. Às 11h20, elas recuavam em bloco: Petrobras (-1,39%), Vale (-0,90%), além de todos os grandes bancos.