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Negócios

Dólar fica estável em R$ 5,20 e Bolsa sobe com emprego fraco nos EUA

Moeda americana registrou leve baixa de 0,03% frente ao real. Já o Ibovespa subiu 0,64%, aos 172,7 mil pontos, depois de 3 quedas seguidas

02/07/2026 17:17, atualizado 02/07/2026 17:28
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Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólar norte-americano

O dólar registrou leve queda de 0,03% frente ao real, cotado a R$ 5,20, nesta quinta-feira (2/7). Como a variação foi pequena, na prática, ele permaneceu estável em relação à moeda brasileira. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,64%, aos 172,7 mil pontos, depois de três pregões de quedas seguidas.

Os mercados de câmbio e ações foram fortemente afetados nesta sessão por novos dados divulgados nos Estados Unidos sobre o mercado de trabalho. Eles indicam que, em junho, a economia americana criou um número de empregos bem menor do que o esperado pelos analistas.

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A informação reduziu, ainda que parcialmente, as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) promoverá novos aumentos das taxas básicas de juros no país nos próximos meses. Isso favoreceu aportes em ativos de risco, como as ações negociadas em bolsas, e os investidores voltaram a direcionar recursos para mercados emergentes.

Números do emprego

Os números apresentados no principal relatório americano sobre empregos, conhecido como “payroll” (literalmente, “folha de pagamento”), elaborado pelo Departamento do Trabalho americano, foram os seguintes: em junho, foram criados 57 mil postos de trabalho fora do setor agrícola, ante uma estimativa de 110 mil vagas feita pelo mercado.

Além disso, os dados de maio foram revisados para baixo. Eles passaram de 172 mil para 129 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 4,2%, abaixo dos 4,3% projetados.

Bolsas no exterior

Na Europa, os principais índices das bolsas registraram altas firmes. Elas foram de 1,43%, no Stoxx 600, que reúne ações de empresas de 17 países do continente, e atingiu novo recorde aos 648,46 pontos; de 1,67% no FTSE 100, de Londres; de 2,02%, no DAX, de Frankfurt; e de 1,65%, no CAC 40, de Paris.

Em Wall Street, contudo, o pregão foi misto entre os principais indicadores. Às 16h50, o S&P 500 e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia, caíam 0,17% e 0,97%, respectivamente. O Dow Jones, por outro lado, subia 1,03%.

Análise

Na avaliação de Rebecca Nossig, analista da Nomad, o Ibovespa operou no embalo da divulgação do “payroll”. “Até a véspera da divulgação dos dados, o mercado temia que a resiliência da economia americana forçasse o Fed a promover novos aumentos nas taxas de juros”, diz. “No entanto, com a geração de vagas despencando, essa tese perdeu força. A expectativa é de que o Fed não precisará ser tão duro, mantendo os juros estáveis ou até abrindo espaço para cortes futuros.”

Nossig observa que tal cenário “favorece mercados emergentes como o Brasil”, uma vez que pode destravar o fluxo de capital estrangeiro. “Com a perspectiva de que os juros americanos não devem ter novos aumentos, a atratividade da renda fixa dos EUA diminui, encorajando os grandes fundos globais a retirarem seus dólares da segurança americana e voltarem a tomar risco em ativos rentáveis como as ações do Ibovespa, o que explica a alta da Bolsa hoje.”