Dia de festa em Wall Street: bolsas dos EUA sobem com dado de inflação

Oito dos 11 setores do S&P 500 operavam no azul no pregão desta terça-feira (12/8), com o setor de energia registrando os maiores ganhos

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Os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos operavam em forte alta na tarde desta terça-feira (12/8), em meio à repercussão positiva no mercado dos dados oficiais de inflação no país referentes ao mês de julho.


O que aconteceu

  • Por volta das 15h45 (pelo horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,04%, aos 44,3 mil pontos.
  • No mesmo horário, o S&P 500 avançava 1,03%, aos 6,4 mil pontos.
  • O Nasdaq Composto, que reúne as ações de empresas do setor de tecnologia, registrava a maior alta, de 1,25%, aos 21,6 mil pontos.
  • Oito dos 11 setores do S&P 500 operavam no azul no pregão desta terça, com o setor de energia registrando os maiores ganhos (+0,8%).

Inflação estável e dentro do esperado

A inflação nos EUA em julho ficou estável em relação ao mês anterior e veio dentro da estimativa dos analistas do mercado, de acordo com dados divulgados mais cedo pelo Departamento do Trabalho. O mercado financeiro reagiu bem aos números.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,7% em julho, na base anual, mesmo resultado registrado em junho. Na comparação mensal, o índice foi de 0,2%, ante 0,3% em junho.

Os resultados da inflação nos EUA vieram em linha com os prognósticos do mercado. A média das estimativas era de 2,8% (anual) e 0,2% (mensal).

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024. A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para conter a inflação.

Expectativa por queda de juros

Em sua última reunião, no fim de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros acontece nos dias 16 e 17 de setembro.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Até o fim de 2025, o BC dos EUA tem programadas mais três reuniões de política monetária – em setembro, outubro e dezembro. Nos últimos dias, ganhou força entre os analistas do mercado a tese de que o Fed deve começar a baixar os juros possivelmente a partir da próxima reunião, no mês que vem.

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