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Dólar cai e Bolsa dispara com inflação “benigna” no Brasil e nos EUA

Moeda americana recua 0,91%, cotada a R$ 5,39, e o Ibovespa, o principal índice da B3, avança 1,82% na manhã desta terça-feira (12/8)

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O dólar opera em queda de 0,91% em relação ao real, cotado a R$ 5,39, o menor valor em mais de um ano. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), disparou com alta de 1,82%, aos 138.095 pontos. Ambos os resultados foram registrados por volta das 12h15 desta terça-feira (12/8). Na prática, eles resumem o desempenho desses indicadores nesta manhã.

O principal vetor dos mercados de câmbio e ações nesta terça-feira foi a divulgação de números considerados “benignos” pelo mercado sobre a inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

No caso dos EUA, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de julho subiu 0,2% na base mensal, em linha com as projeções do mercado. A inflação anual do índice cheio subiu para 2,7% em julho, enquanto o núcleo do CPI acelerou para 0,3% no mês e acumula alta de 3,1% em 12 meses, acima do esperado.

Na avaliação de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, de maneira geral, os números indicam efeitos modestos das tarifas comerciais na inflação, atualmente o maior ponto de atenção dos agentes econômicos. “O mercado interpretou o dado de forma benigna, com os índices futuros dos EUA operando em alta e indicando que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode manter sua postura cautelosa, mas corroborando a expectativa de cortes de juros a partir de setembro, o que alimenta o otimismo com ativos de risco (como ações negociadas em bolsas de valores)”.

Já o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho subiu 0,26%, abaixo das expectativas de 0,37%. “Embora tenha havido uma leve aceleração em relação a junho (0,24%), a surpresa de queda em relação ao consenso foi bem recebida pelo mercado”, diz a economista. “O dado reforça a tese de desinflação e, em conjunto com o ambiente internacional mais favorável, contribuiu para um início de dia positivo no Ibovespa e de quedas dos juros futuros, refletindo a percepção de um cenário mais controlável para a inflação e, potencialmente, um espaço para a retomada do ciclo de cortes da Selic, embora a inflação continue consideravelmente acima da meta do Banco Central (BC).”

Natalie Victal, da SulAmérica Investimentos, também reforça em sua análise o aspecto “positivo” da informação sobre o ritmo de aumento de preços no Brasil. “No conjunto, o dado do IPCA confirma um cenário favorável para a inflação corrente, ainda que com o atenuante do nível elevado nos serviços”, diz. “De todo modo, o resultado contribui para sustentar o clima mais positivo nas expectativas.”

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