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Dólar cai e Bolsa sobe com inflação no Brasil e EUA, Haddad e tarifaço

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,443. Ibovespa, principal índice da Bolsa, recuou 0,21%, aos 135,6 mil pontos

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O dólar operava em baixa nesta terça-feira (12/8), em um dia movimentado no noticiário econômico tanto no Brasil quanto no exterior. Os investidores repercutem dados oficiais da inflação brasileira e nos Estados Unidos, além da expectativa pelo anúncio do pacote de medidas do governo federal de ajuda aos setores mais atingidos pelo tarifaço comercial.


Dólar

  • Às 13h27, o dólar caía 0,85%, a R$ 5,398.
  • Mais cedo, às 12h14, a moeda norte-americana recuava 0,91% e era negociada a R$ 5,395.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,443. A mínima é de R$ 5,389.
  • Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,443.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,81% no mês e de 11,91% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 13h30, o Ibovespa avançava 1,89%, aos 138,1 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador terminou o pregão em queda de 0,21%, aos 135,6 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 1,92% em agosto e de 12,75% em 2025.

Inflação no Brasil

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,26% em julho, um aumento de 0,02 ponto percentual em comparação a junho (0,24%). Em 12 meses até julho, a inflação acumula alta de 5,23%, ainda acima do teto da meta (4,50%).

O resultado do mês passado ficou abaixo do esperado por analistas do mercado financeiro. A mediana das previsões do relatório Focus e do mercado era alta de 0,34% e 0,36%, respectivamente.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As projeções do mercado financeiro para a inflação deste ano seguem distantes da meta, mas nas últimas semanas tem se aproximado das expectativas do Banco Central (BC) e do Ministério da Fazenda.

Segundo o relatório Focus publicado nessa segunda-feira (11/8), a estimativa dos analistas consultados pelo Banco Central para o IPCA foi reduzida pela 11ª semana consecutiva. A previsão passou de 5,07%, na semana anterior, para 5,05%.

O próprio BC — que tem o papel de controlar o avanço da inflação por meio da taxa básica de juros (a Selic) — informou que há 70% de probabilidade de a meta inflacionária ser descumprida neste ano.

Inflação nos EUA

Também nesta terça-feira, o Departamento do Trabalho do governo norte-americano divulga os resultados oficiais da inflação em julho.

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,7%, na base anual, mesmo resultado de junho. Na comparação mensal, o índice foi de 0,2%, ante 0,3% em junho.

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024. A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para conter a inflação.

Em sua última reunião, no fim de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

Pacote pós-tarifaço

O grande foco de atenção dos investidores é o possível anúncio do pacote de medidas do governo brasileiro em apoio aos setores da economia mais afetados pelo tarifaço comercial de 50% imposto pelos EUA a grande parte dos produtos exportados pelo Brasil aos norte-americanos.

Há possibilidade de as medidas serem anunciadas ainda nesta terça-feira, mas essa apresentação depende do avanço da revisão da medida provisória (MP). A ideia do Planalto é fazer divulgação detalhada de cada item presente no plano contra as tarifas unilaterais dos EUA.

Após reunião de cerca de duas horas no Planalto, nessa segunda-feira (11/8), a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue analisando ponto a ponto a proposta. A conversa contemplou apenas a questão comercial – temas da esfera política não foram abordados, como os ataques contínuos de autoridades dos EUA. No momento, o plano de contingência é tratado como a principal prioridade do governo federal.

O teor da medida provisória ainda não está claro, mas há algumas indicações do que pode estar presente no plano de ação. Como adiantado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a MP de proteção tratará de três frentes: linhas de crédito a empresas impactadas, reforma do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e autorização para compras governamentais de produtos perecíveis.

Trump adia tarifaço contra a China

No cenário internacional, ainda em relação ao tarifaço, o destaque fica por conta da repercussão da decisão do governo Trump, nos EUA, de prorrogar por mais 90 dias a suspensão de tarifas sobre produtos da China. A medida foi confirmada pela Casa Branca e impede que as taxas voltem a vigorar já nesta terça-feira, como estava previsto.

A decisão foi tomada poucas horas antes do fim do prazo original e ocorre em meio a negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Na última sexta-feira (8/8), o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, já havia antecipado que a prorrogação era esperada, resultado da mais recente rodada de conversas ocorrida no fim de julho, em Estocolmo, na Suécia.

Se a prorrogação não fosse feita, as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses voltariam aos níveis de abril (145%), período em que a disputa comercial atingiu seu auge. A maior parte das taxas está suspensa desde maio, quando representantes dos dois países se reuniram em Genebra, na Suíça, e acertaram uma trégua inicial de 90 dias.

Haddad no Congresso

Outro ponto de atenção para o mercado, nesta terça-feira, é a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma audiência pública da Comissão Mista da Medida Provisória n° 1303, que trata do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A MP prevê a tributação de fundos de investimento hoje isentos, como letras de crédito e fundos imobiliários, que passarão a pagar alíquota de 5% sobre o rendimento. Também inclui, entre outros temas, regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros, e amplia a tributação sobre as apostas de quota fixa (bets). A medida foi encaminhada ao Congresso Nacional em junho para compensar a revogação do aumento do IOF.

A comissão mista é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Ela tem marcadas quatro audiências públicas para o mês de agosto, para abordar os diversos temas da MP 1.303. Depois da audiência com Haddad, a comissão deve votar o seu plano de trabalho e alguns requerimentos.

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