Trump adia tarifaço sobre a China por mais 90 dias

Decisão mantém suspensão de medidas adotadas durante a guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo

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Mundo tenta aliviar tarifaço, mas Trump resiste e ameaça China - Metrópoles
1 de 1 Mundo tenta aliviar tarifaço, mas Trump resiste e ameaça China - Metrópoles - Foto: Thomas Peter-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11/8) uma ordem executiva que prorroga por mais 90 dias a suspensão de tarifas elevadas sobre produtos da China. A medida foi confirmada pela Casa Branca à emissora norte-americana CNBC e impede que as taxas voltem a vigorar já nesta terça-feira (12/8), como estava previsto.

A decisão foi tomada poucas horas antes do fim do prazo original e ocorre em meio a negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Na última sexta-feira (8/8), o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, já havia antecipado que a prorrogação era esperada, resultado da mais recente rodada de conversas ocorrida no fim de julho, em Estocolmo, na Suécia.

Se a prorrogação não fosse feita, as tarifas americanas sobre produtos chineses voltariam aos níveis de abril (145%), período em que a disputa comercial atingiu seu auge. Atualmente, a maior parte das taxas está suspensa desde maio, quando representantes dos dois países se reuniram em Genebra, na Suíça, e acertaram uma trégua inicial de 90 dias.

Entenda a disputa tarifária entre EUA e China

A guerra tarifária entre Estados Unidos e China atingiu um de seus momentos mais intensos em abril, com sucessivas medidas de retaliação que elevaram drasticamente o custo de importações entre as duas maiores economias do mundo.

O confronto começou após Donald Trump anunciar, em 2 de abril, um aumento de tarifas sobre diversos países, incluindo a China, que recebeu uma das maiores elevações: 34%, somados aos 20% já cobrados anteriormente sobre produtos chineses. Em resposta, Pequim anunciou, em 4 de abril, a aplicação da mesma taxa de 34% sobre todas as importações americanas.

A Casa Branca reagiu rapidamente, estabelecendo um prazo até o meio-dia de 8 de abril para que a China retirasse as tarifas. Caso contrário, o país seria alvo de mais 50 pontos percentuais de imposto, totalizando 104% nas alíquotas aplicadas. O governo chinês não cedeu e afirmou estar pronto para “revidar até o fim”. Cumprindo a ameaça, Trump anunciou a elevação das tarifas para o patamar prometido.

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Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que os produtos americanos importados para a China terão tarifas de 84% a 125%. Já do "outro lado", Trump havia dito que, caso não conseguisse chegar a um consenso sobre os acordos comerciais, manteria as taxas anunciadas para importações dos países no início de abril
Mesmo com a trégua de 90 dias, Trump subiu a cobrança em mais 50% devido à resposta da China, que devolveu na mesma moeda, cobrando 34% dos produtos estadunidenses importados por lá
China x EUA: guerra comercial aumenta com novas sobretaxas portuárias
EUA e China entraram em conflito após o anúncio das tarifas feito por Donald Trump
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EUA e China entraram em conflito após o anúncio das tarifas feito por Donald Trump

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Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que os produtos americanos importados para a China terão tarifas de 84% a 125%. Já do "outro lado", Trump havia dito que, caso não conseguisse chegar a um consenso sobre os acordos comerciais, manteria as taxas anunciadas para importações dos países no início de abril
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Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que os produtos americanos importados para a China terão tarifas de 84% a 125%. Já do "outro lado", Trump havia dito que, caso não conseguisse chegar a um consenso sobre os acordos comerciais, manteria as taxas anunciadas para importações dos países no início de abril

Dilara Irem Sancar/Anadolu via Getty Images
Mesmo com a trégua de 90 dias, Trump subiu a cobrança em mais 50% devido à resposta da China, que devolveu na mesma moeda, cobrando 34% dos produtos estadunidenses importados por lá
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Mesmo com a trégua de 90 dias, Trump subiu a cobrança em mais 50% devido à resposta da China, que devolveu na mesma moeda, cobrando 34% dos produtos estadunidenses importados por lá

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China x EUA: guerra comercial aumenta com novas sobretaxas portuárias
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China x EUA: guerra comercial aumenta com novas sobretaxas portuárias

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No dia seguinte, 9 de abril, Pequim respondeu ampliando as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, equiparando-se ao aumento imposto por Washington. No mesmo dia, Trump declarou uma pausa no tarifaço contra mais de 180 países, mas manteve a China como exceção, elevando as tarifas para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca esclareceu que os 125% seriam somados aos 20% já existentes, resultando numa alíquota total de 145% sobre produtos chineses.

A escalada terminou em 11 de abril, quando o governo chinês aumentou suas tarifas para 125% sobre mercadorias americanas, encerrando uma sequência de retaliações que marcou mais um capítulo da longa disputa comercial entre os dois países.

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