China sai em defesa do Brasil e diz que taxa de Trump é “intimidação”

Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão de Trump de taxar os produtos brasileiros em 50%: “Desrespeita Carta da ONU”

atualizado

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Presidentes Lula (Brasil) e Xi Jinping (China) assinam 37 acordos bilaterais. Declaração conjunta abre crise com Taiwan Metropoles
1 de 1 Presidentes Lula (Brasil) e Xi Jinping (China) assinam 37 acordos bilaterais. Declaração conjunta abre crise com Taiwan Metropoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A China saiu em defesa do Brasil, nesta sexta-feira (11/7). Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou que a decisão do presidente dos Estatos Unidos, Donald Trump, anunciada nessa quarta-feira (9/7) de aplicar tarifa de 50% a todos os produtos brasileiro é uma forma de “intimidação”.

“A igualdade soberana e a não interferência nos assuntos internos de outros países são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais”, disse Mao Ning.

Segundo a porta-voz, as “tarifas não devem ser usadas como ferramenta de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países”.

Nessa quinta-feira (10/7), a China já havia havia afirmado que a sua posição é muito clara. “A China sempre se opôs a iniciativas que sobrecarregassem o conceito de segurança nacional e sempre defendeu que guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores, e que o abuso de tarifas não interessa a ninguém.”


Trump, tarifas, Brasil e Bolsonaro

  • Trump tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil.
  • O presidente norte-americano chegou a ameaçar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.
  • Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump ameaça aumentar as tarifas sobre exportações brasileiras.
  • Nessa quarta-feira (9/7), o líder norte-americano alegou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.

Tarifas pelo mundo

Diante da nova taxa, o Brasil se tornou o país com tarifas mais altas do mundo, aplicadas pelos EUA, entre as 22 anunciadas por Trump.

A taxa entra em vigor a partir de 1º de agosto e será cobrada separadamente de tarifas setoriais, como as que atingem o aço e alumínio brasileiros. Em abril deste ano, o Brasil já havia sido atingido pelo tarifaço de Trump e teve os produtos tarifados em 10%.

Além disso, as taxas norte-americanas de 50% sobre o aço e o alumínio e mais 50% de taxas anunciadas sobre o cobre nesta quinta-feira (10/7) afetam o país.

Na segunda-feira (7/7), Trump começou enviar cartas a nações pelo mundo anunciando oficialmente a implementação de tarifas a 22 países, que variam de 20% a 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.

Entre os países, o Brasil ficou com a taxa mais alta, e as Filipinas, com a menor, 20%.

Veja lista:

  1. Brasil: 50%
  2. Laos: 40%
  3. Myanmar: 40%
  4. Camboja: 36%
  5. Tailândia: 36%
  6. Bangladesh: 35%
  7. Sérvia: 35%
  8. Indonésia: 32%
  9. África do Sul: 30%
  10. Argélia: 30%
  11. Bósnia e Herzegovina: 30%
  12. Iraque: 30%
  13. Líbia: 30%
  14. Sri Lanka: 30%
  15. Brunei: 25%
  16. Cazaquistão: 25%
  17. Coreia do Sul: 25%
  18. Japão: 25%
  19. Malásia: 25%
  20. Moldávia: 25%
  21. Tunísia: 25%
  22. Filipinas: 20%.

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