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Com vendas em queda, Nissan estima prejuízo de até US$ 1,8 bilhão

A situação da montadora japonesa Nissan se agravou nos últimos meses, com uma queda expressiva das vendas nos Estados Unidos e na China

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A montadora japonesa Nissan, que vem enfrentando uma das maiores crises de sua história, informou nesta quinta-feira (30/10) que projeta um prejuízo operacional de até 275 bilhões de ienes, o que corresponde a cerca de US$ 1,8 bilhão (ou R$ 9,7 bilhões, pela cotação atual), em 2025.

A companhia vem passando por um processo de reestruturação e cortando despesas para sair do vermelho.

“A Nissan continua enfrentando enormes desafios, principalmente por causa dos ventos contrários externos”, explicou o diretor financeiro da montadora, Jeremie Papin.

A situação da empresa japonesa se agravou nos últimos meses, com uma queda expressiva das vendas nos Estados Unidos e na China.

Nissan em crise

A Nissan já havia anunciado recentemente que cortará cerca de 20 mil empregos até março de 2028.

No primeiro trimestre de 2025, a montadora japonesa registrou um prejuízo de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões).

O objetivo da nova direção da companhia é diminuir sua capacidade global de produção dos atuais 3,5 milhões para 2,5 milhões de unidades. As unidades de produção teriam de ser reduzidas de 17 para 10.

Em julho, a empresa anunciou que vai encerrar as atividades de uma fábrica nas proximidades de Tóquio que já produziu mais de 17,8 milhões de veículos e opera há mais de 60 anos, desde 1961.

Fusão com Honda não se concretizou

Em fevereiro, Nissan e Honda confirmaram oficialmente o fim das negociações em torno de uma possível fusão entre as duas empresas.

A Nissan não aprovou a proposta apresentada pela Honda de transformá-la em uma subsidiária integral.

As conversas entre as duas montadoras sobre uma eventual fusão começaram em dezembro do ano passado, mas travaram desde que a Honda passou a cogitar assumir o controle total da Nissan.

Inicialmente, a ideia de Honda e Nissan era a de anunciar o acordo pela fusão até o fim de janeiro.

Na época, Honda e Nissan informaram que vão prosseguir com a parceria em tecnologia automotiva anunciada em agosto do ano passado.

O possível acordo com a Honda e um suposto investimento da Tesla, do bilionário Elon Musk, que não aconteceu, eram vistos como possibilidades de “salvação” da Nissan.

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