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Negócios

Com "crise dos elétricos", General Motors planeja 1,7 mil demissões

A General Motors informou, ainda, que diminuirá de dois para apenas um turno as atividades na fábrica de Detroit a partir de janeiro

30/10/2025 08:49, atualizado 30/10/2025 09:28
Bill Pugliano/Getty Images
Imagem colorida da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo, fábrica da General Motors - Metrópoles

A General Motors, uma das maiores montadoras dos Estados Unidos e do mundo, informou nessa quarta-feira (29/10) que deve promover demissões em massa nas próximas semanas, em meio à forte desaceleração na demanda por veículos elétricos, uma das apostas da companhia.

A empresa disse que cortará a produção de elétricos e de baterias e, provavelmente, demitirá 1,7 mil funcionários e colaboradores em pelo menos duas fábricas da montadora.

Na unidade de carros elétricos em Detroit, as demissões devem atingir cerca de 1,2 mil trabalhadores. A General Motors também deve suspender a produção de células de bateria nas fábricas do Tennessee e de Ohio.

Além disso, na fábrica de Ohio, devem ser demitidos 550 profissionais – é possível que parte das dispensas sejam revertidas em um afastamento por tempo indeterminado.

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A General Motors informou ainda que diminuirá de dois turnos para apenas um turno as atividades na fábrica de Detroit a partir de janeiro do ano que vem, o que reduzirá a produção em cerca de 50%.

Segundo a companhia, os cortes serão uma “resposta à adoção mais lenta de carros elétricos no curto prazo e a um ambiente regulatório em evolução”.

Queda da demanda por elétricos afeta o setor

As projeções de vendas de veículos da General Motors vêm sendo reduzidas, gradativamente, pela empresa desde que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, cortou incentivos federais ao setor.

Um crédito fiscal de US$ 7,5 mil direcionado a modelos movidos a bateria expirou no fim de setembro. O governo Trump afrouxou ainda mais as regulamentações sobre as emissões de poluentes de veículos, o que acabou afetando as vendas de elétricos.

No mês passado, outra importante montadora dos EUA, a Ford, anunciou um corte de mil empregos, também por causa da fraca demanda por veículos elétricos.