Bolsas da Europa fecham em alta, em alerta com Trump e à espera do Fed

A exceção negativa do dia entre os principais índices da Europa foi a Bolsa de Paris. O CAC 40 registrou perdas de 0,15%, aos 8,1 mil pontos

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1 de 1 Imagem de pessoa passando em frente a painel da Bolsa de Valores de Londres - Metrópoles - Foto: Cate Gillon/Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam o primeiro pregão da semana em alta, apesar das novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora contra o Canadá, e à espera da definição da nova taxa de juros pelo Banco Central norte-americano.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,2%, aos 609 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX terminou o dia em alta de 0,13%, aos 24,9 mil pontos.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão com leve ganho de 0,05%, aos 10,1 mil pontos, praticamente estável em relação à sessão anterior.
  • O Ibex 35, de Madri, também fechou no azul, com alta de 0,78%, aos 17,6 mil pontos.
  • A exceção negativa do dia foi a Bolsa de Paris. O índice CAC 40 registrou perdas de 0,15%, aos 8,1 mil pontos.

Trump volta a fazer ameaças

Depois de assustar a Europa, mas acabar recuando das ameaças de impor tarifas comerciais sobre produtos dos países do bloco, o presidente dos EUA, Donald Trump, agora resolveu lançar sua ofensiva contra o Canadá.

No último sábado (24/1), Trump ameaçou taxar o Canadá em 100% caso o país feche um acordo comercial com a China.

“Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos EUA”, escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, visitou a China para elaborar um acordo de cooperação que prevê que o governo chinês reduza as tarifas sobre a canola canadense.

Em contrapartida, o Canadá deve permitir a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses em seu mercado, com tarifa de 6,1%. Atualmente a alíquota é de 100%.

Trump disse ainda, que se Mark Carney “pensa que vai transformar o Canadá em um ‘porto de descarga’ para a China enviar mercadorias e produtos para os EUA, está muito enganado”.

Juros nos EUA

O mercado europeu também está à espera da definição da taxa básica de juros da economia norte-americana pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), na próxima quarta-feira (28/1).

Atualmente, a taxa de juros está no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual nas três últimas reuniões do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta na interrupção do ciclo de cortes.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 97,2%. Apenas 2,8% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual.

O mercado também espera, para os próximos dias, o possível anúncio de Trump sobre quem sucederá o atual chefe do Fed, Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio. O republicano, que é desafeto de Powell, disse que pode fazer esse anúncio ainda nesta semana.

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