Bolsas da Europa e dos EUA sobem com otimismo por acordo de paz

Avanço das negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados, apesar de preocupação com bloqueio no Estreito de Ormuz

atualizado

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Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles
1 de 1 Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles - Foto: Helmut Fricke/picture alliance via Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em alta, nesta terça-feira (14/4), impulsionados pelo otimismo que tomou conta dos mercados globais em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e ao fim do conflito no Oriente Médio.

Em Wall Street, as bolsas norte-americanas também operavam no azul nesta tarde. Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o regime iraniano “queria muito fazer um acordo” de paz – a declaração foi recebida com alívio pelos investidores.

A grande preocupação ainda envolve o bloqueio do Estreito de Ormuz, determinado por Trump no dia anterior. Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.


Europa fecha em alta

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,99%, aos 619,96 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX terminou o dia com ganhos de 1,27%, aos 24 mil pontos.
  • Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com valorização de 0,25%, aos 10,6 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em alta de 1,12%, aos 8,3 mil pontos.
  • O Ibex 35, de Madri, também encerrou a sessão no azul, avançando 1,46%, aos 18,2 mil pontos.

Nova York opera no azul

  • Em Nova York, os principais índices das bolsas de valores dos EUA operavam com fortes ganhos na tarde desta terça-feira.
  • Por volta das 14h35 (pelo horário de Brasília), o índice Dow Jones avançava 0,62%, aos 48,5 mil pontos.
  • No mesmo horário, o S&P 500 registrava valorização de 1,14%, aos 6,9 mil pontos.
  • O Nasdaq Composto, que reúne as ações de empresas do setor de tecnologia, era o que apresentava a maior alta do dia, subindo 1,85%, aos 23,6 mil pontos.

EUA e Irã voltam à mesa para negociar

Estados Unidos e o Irã vão voltar ao Paquistão, ainda nesta semana, para uma nova rodada de negociações, informou a agência Reuters, nesta terça-feira (14/4), citando quatro fontes.

Nenhuma data foi definida ainda, mas o encontro pode ocorrer no fim desta semana.

Os dois países estiveram reunidos em Islamabad, entre sábado (11/4) e domingo (12/4). Após 21 horas de conversas, no entanto, as comitivas deixaram o país sem chegar a um acordo. Segundo o governo Trump, o Irã não quis renunciar a seu programa nuclear.

De acordo com o The New York Times, o Irã ofereceu suspender o programa por cinco anos, mas a proposta não foi aceita pelos EUA, que pedem a paralisação por 20 anos.

Nessa segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que lidera a comitiva norte-americana, disse que cabe ao Irã o próximo passo para um acordo de paz. Segundo ele, as negociações “apresentaram algum progresso” em relação ao programa nuclear iraniano.

“Realmente existe, na minha opinião, um grande acordo a ser fechado aqui. Mas cabe aos iranianos, creio eu, dar o próximo passo”, disse. “Deixamos claro que precisamos ver o material nuclear sair do Irã. A bola está com os iranianos porque colocamos muito em cima da mesa”, completou, em entrevista à Fox News.

França e Reino Unido tentam liberar Estreito de Ormuz

Em outra frente, a França decidiu organizar uma conferência conjunta com o Reino Unido e outros países “dispostos a contribuir” para “uma missão multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz, anunciou o presidente Emmanuel Macron na segunda-feira.

“Esta missão estritamente defensiva, separada dos países envolvidos na guerra, será implantada assim que a situação permitir”, escreveu o presidente francês no X (antigo Twitter).

Em sua mensagem na rede social, o líder francês pediu que “nenhum esforço” seja poupado para “alcançar rapidamente uma solução sólida e duradoura para o conflito no Oriente Médio por meio da diplomacia”, “uma solução que proporcione à região uma estrutura robusta que permita a todos viver em paz e segurança”.

No último dia 2, representantes de cerca de 40 países pediram a “reabertura imediata e incondicional” do estreito e ameaçaram o Irã com novas sanções durante uma reunião virtual liderada pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.

Petróleo abaixo dos US$ 100

Os preços internacionais do petróleo operavam em baixa, nesta terça-feira, à espera dos próximos passos nas negociações de paz envolvendo EUA e Irã, em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado por Donald Trump.

Na véspera, diante de uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio, a cotação do petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 o barril e disparou pela manhã, mas acabou perdendo força ao longo do dia, após o presidente norte-americano afirmar que o Irã “queria muito fazer um acordo”.

Por volta das 14h45 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 7,32% e era negociado a US$ 91,83.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) tinha perdas de 4,06%, a US$ 95,33.

No dia anterior, o barril do petróleo WTI fechou em alta de 2,6%, a US$ 99,08, enquanto o brent subiu 4,36%, a US$ 99,36.

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