Navios recuam após bloqueio no Estreito de Ormuz, diz EUA

Medida do país norte-americano tenta pressionar o Irã após restrições na via marítima. Não há detalhes de quais embarcações foram afetadas

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Imagem colorida de Navio no Estreito de Ormuz
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As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram, nesta terça-feira (14/4), que nenhuma embarcação conseguiu atravessar o bloqueio naval estabelecido pelo país norte-americano no Estreito de Ormuz.

“Durante as primeiras 24 horas, nenhum navio conseguiu passar pelo bloqueio dos EUA, e 6 embarcações mercantes acataram as ordens das forças dos EUA para dar meia-volta e reentrar em um porto iraniano no Golfo de Omã”, diz um trecho do comunicado.

A operação teve início nessa segunda-feira (13/4), quando os EUA posicionaram 12 navios de guerra na entrada do estreito, na região do Golfo de Omã. A medida, segundo o comunicado divulgado pelas Forças Armadas dos EUA, tem como objetivo impedir a circulação de embarcações que tenham origem ou destino a portos iranianos.

O bloqueio envolve mais de 10 mil integrantes das forças armadas, entre marinheiros, fuzileiros navais e aviadores. A operação também conta com dezenas de aeronaves de apoio e vigilância.

Segundo os EUA, a ação está sendo conduzida de forma “imparcial”. “O bloqueio está sendo aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações que entram ou saem dos portos iranianos e áreas costeiras, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”.

“As forças dos EUA estão apoiando a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz para portos não iranianos e vice-versa”, finalizou a nota.

Confira na íntegra:


O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?

  • Desde o início da guerra no Oriente Médio, Teerã passou a controlar a passagem pelo estreito e a exigir o pagamento de taxas para autorizar a travessia de embarcações.
  • A nova ofensiva foi anunciada pelo presidente Donald Trump como resposta à decisão do Irã de restringir o tráfego marítimo de Ormuz.
  • O estreito é considerado um dos pontos mais sensíveis da economia global, já que cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passe pela via.
  • A decisão dos EUA de impor o bloqueio ocorre após o fracasso das negociações com o governo iraniano, que buscavam reduzir as tensões e evitar uma escalada do conflito entre os dois países.
  • Sem avanço nas negociações, Washington escolheu intensificar a pressão por meio de uma ação militar direta no entorno do estreito.
  • Em resposta, o regime iraniano elevou o tom e ameaçou reagir. Autoridades do país persa afirmaram que podem atacar navios de guerra que cruzarem a região e também retaliar portos de países vizinhos no Golfo que apoiem ou facilitem a operação norte-americana.

Irã vê ameaça à economia global

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, intensificou a ofensiva diplomática nesta segunda-feira ao discutir com líderes da Arábia Saudita e do Catar os desdobramentos do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

Teerã classificou a medida como provocativa e alertou para riscos à estabilidade global.

Em conversas telefônicas com o chanceler saudita, Faisal bin Farhan, e com o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, Araghchi afirmou que o Irã tem adotado uma postura de “boa-fé” nas negociações com Washington, apesar da falta de avanços.

Segundo Araghchi, Teerã entrou “de forma responsável” no processo diplomático, buscando proteger seus interesses nacionais e preservar a segurança regional.

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