Entenda como funciona o bloqueio que Trump determinou em Ormuz
Presidente dos EUA anunciou bloqueio total da passagem, impedindo que o Irã exporte o próprio petróleo e cobre pedágios de navios
atualizado
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Os Estados Unidos iniciaram o bloqueio no Estreito de Ormuz, no Irã, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, nesta segunda-feira (13/4), A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump após os países não chegarem a um consenso durante negociações no Paquistão nesse fim de semana.
O bloqueio teve início às 11h (horário de Brasília). O impedimento está sendo realizado pela Marinha dos EUA no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a sudeste do Estreito de Ormuz, e vale para “todo o tráfego marítimo, independentemente da bandeira”.

“Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Em algum momento, chegaremos a um ponto em que ‘TODOS PODEM ENTRAR, TODOS PODEM SAIR’, mas o Irã não permitiu que isso acontecesse”, disse Trump na Truth Social.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) “as forças do Centcom não impedirão a liberdade de navegação de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.
Com a atitude, Washington pretende restringir drasticamente as receitas iranianas que vêm da exportação de petróleo, enfraquecendo a capacidade de Teerã de financiar a guerra e sua rede de aliados regionais. Além de exportar o próprio petróleo, os EUA acusam Teerã de cobrar milhões em pedágios de embarcações que queiram cruzar o corredor marítimo.
“Eu também instrui à nossa Marinha a procurar e abordar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em águas abertas. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito. Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será EXPLODIDO!”, disse Trump.
Além de atingir o bolso iraniano, a medida também pressiona ainda mais o país a ceder às exigências norte-americanas, assim como uma postura mais enérgica de países que dependem do tráfego de Ormuz, como a China, por exemplo, que é atualmente a principal compradora de petróleo do Golfo.
A tática, que é uma repetição do que os EUA fez na Venezuela, outro reduto mundial de petróleo, já teve efeitos imediatos no mercado, já que o preço do petróleo voltou a subir hoje em mais de 7%, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100.
