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Mundo

Bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz entra em vigor

EUA afirma que irá interceptar toda embarcação de qualquer país no Mar Arábico e no Golfo de Omã, ao sudoeste do Estreito de Ormuz

13/04/2026 11:06, atualizado 13/04/2026 11:33
Photo by Getty Images/Getty Images
Imagem colorida de Navio no Estreito de Ormuz

Entrou em vigor a partir das 11h desta segunda-feira (13/4) — no horário de Brasília — o “bloqueio total” no tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O governo americano afirma que o bloqueio abrangerá todas as embarcações de qualquer país, que tenham “origem ou destino em qualquer porto iraniano”, incluindo o Golfo de Omã e o Mar Arábico, ao sudeste do Estreito de Ormuz.

Em 28 de fevereiro, o Irã iniciou o fechamento da passagem do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo usado no planeta. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) permitia apenas a passagem de petroleiros de países aliados e sob pagamento.

Com o fracasso das negociações de um acordo de paz, Trump decidiu subir o tom e garantir que nem mesmo os petroleiros do Irã atravessem a passagem de Ormuz.

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Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles
Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo
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Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo

Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2025

De acordo com o site de monitoramento marítimo Hormuz Strait Monitor, sete embarcações atravessaram a rota marítima nas últimas 24 horas. O comunicado do Exército americano ainda alega que navios que não tenham destino ou origem em portos iranianos não serão afetados pelo bloqueio.

“As forças do Exército americano não impedirão a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz com destino ou origem em portos não iranianos”, diz a nota do Comando Central dos EUA.

 Negociações entre EUA e Irã sem desfecho positivo

Nesse final de semana, autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reuniram em Islamabad, no Paquistão, para tentar dar um fim à guerra no Oriente Médio por meio da diplomacia. Porém, após mais de 20 horas de conversa, não foi firmado nenhum acordo.

O vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance afirmou que um entendimento mútuo para o fim da guerra não foi possível pois o Irã não abriu mão do enriquecimento de urânio no país – etapa necessária para produção de armamento nuclear.

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, que liderou a delegação iraniana, disse que os EUA “falharam em conquistar a confiança do Irã”. Ghalibaf enfatizou que, “devido à experiência (com os EUA) nas últimas duas guerras, não confiamos no outro lado”.

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Um dos principais negociadores persas é Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã
Vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, lidera a delegação americana que busca negociar com o Irã
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Vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, lidera a delegação americana que busca negociar com o Irã

Jacquelyn Martin-Pool/Getty Images
Um dos principais negociadores persas é Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã
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Um dos principais negociadores persas é Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã

Reprodução/Redes Sociais

Após o anúncio americano do fechamento de Ormuz, o chanceler iraniano Abbas Araghchi, que também participou das conversas em Islamabad, disse que as negociações foram a conversa “em mais alto nível” entre iranianos e americanos nos últimos 47 anos.

Araghchi criticou o lado estadunidense e afirmou que, “quando a apenas centímetros do ‘Acordo de Islamabad’, encontramos maximalismo, mudança de metas e bloqueio”.