Azul aumenta receita, mas vê prejuízo disparar mais de 1.000%

Segundo a Azul, o prejuízo líquido ajustado registrado entre julho e setembro de 2025 somou R$ 1,562 bilhão, uma alta anual de 1.142%

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1 de 1 Imagem de avião da Azul parada em pista de aeroporto - Metrópoles - milhas - Foto: Herbert Pictures/Getty Images

A Azul, uma das três principais companhias aéreas do país, viu seu prejuízo líquido disparar mais de 12 vezes no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pela empresa nesta sexta-feira (14/11).

Segundo a Azul, o prejuízo líquido ajustado registrado entre julho e setembro de 2025 somou R$ 1,562 bilhão, o que representa um aumento de 1.142% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Sem ajustes, o prejuízo líquido da companhia foi de R$ 644,2 milhões, ante um lucro de R$ 389,7 milhões de um ano antes.

Recordes

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,987 bilhão – um recorde histórico, segundo a companhia. Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o crescimento foi de 20,2%.

O lucro operacional da Azul também bateu recorde, alcançando R$ 1,27 bilhão, alta anual de 23,7%.

Receita cresce

Ainda de acordo com o balanço financeiro da Azul, a receita líquida da companhia ficou em R$ 5,737 bilhões entre julho e setembro deste ano, com um aumento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo a Azul, o crescimento se deve, principalmente, ao ambiente saudável de demanda, com receitas auxiliares robustas, e ao desempenho positivo das unidades de negócios.

Despesas e resultado financeiro

As despesas operacionais da Azul somaram R$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre, o que representou um aumento de 8,9% ano a ano.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914 bilhão, aumentando mais de 200% em relação às perdas registradas no terceiro trimestre do ano passado.

Endividamento

Segundo o balanço, a Azul terminou o terceiro trimestre de 2025 com liquidez total de R$ 8,8 bilhões, incluindo investimentos de curto prazo, contas a receber, depósitos de garantia e reservas de manutenção. A liquidez imediata foi de R$ 3,4 bilhões, o que representou 15,9% da receita dos últimos 12 meses.

No fim de setembro, a dívida líquida da Azul somava R$ 32,902 bilhões, uma alta anual de 34,3%.

Recuperação judicial nos EUA

No fim de maio, a Azul entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, por meio do chamado Chapter 11 – mecanismo jurídico que permite a reorganização de dívidas de empresas em dificuldades financeiras.

A empresa optou pelos EUA por considerar a legislação do país mais flexível e também porque a maioria de seus credores é estrangeira – e grande parte dos contratos com os fornecedores têm como foro o estado de Nova York.

Segundo as estimativas da Azul, a saída da recuperação judicial deve ocorrer já no início de 2026.

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