Após série de recordes, ouro e prata afundam com indicação ao Fed

Explicação para o forte tombo do ouro e da prata nesta sexta-feira (30/1) é a recuperação do dólar em dia de indicação de Trump ao Fed

atualizado

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1 de 1 Imagem de barras de ouro - Metrópoles - Foto: Srinophan/Getty Images

Depois de engatarem sucessivos recordes históricos nas últimas semanas, o ouro e a prata registram uma forte queda, nesta sexta-feira (30/1), dia do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do indicado ao comando do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), o ex-diretor do Kevin Warsh.


O que aconteceu

  • Por volta das 12h25 (pelo horário de Brasília), os contratos futuros do ouro para abril tombavam 5,37% e eram negociados a US$ 5.067,14 por onça-troy, de acordo com dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York.
  • No mesmo horário, os contratos futuros da prata para março registravam perdas ainda maiores, de 13,94%, cotados a US$ 98,47.
  • Na véspera, o ouro renovou sua máxima histórica, superando a marca de US$ 5,5 mil por onça-troy.
  • No ano passado, o metal precioso registrou valorização de 64%, seu maior ganho anual em quase meio século, desde 1979.

O que explica o movimento de ouro e prata

Segundo analistas do mercado, a trajetória até então ascendente da cotação do ouro se deveu, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros em meio às incertezas nos EUA e diante de um mercado de ações superaquecido.

O mundo passa por uma fase turbulenta na geopolítica, com as novas ameaças tarifárias dos EUA contra a União Europeia (UE), a guerra entre Rússia e Ucrânia (que se desenrola há quase quatro anos e os protestos que colocam em xeque o regime teocrático do Irã. Historicamente, em períodos de incerteza e instabilidade, ativos mais seguros ganham força.

A alta dos metais preciosos ainda foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas, como o dólar.

De acordo com analistas, a explicação para o forte tombo dos metais preciosos na sessão desta sexta-feira é a recuperação do dólar após a indicação do ex-diretor do Fed Kevin Warsh para a presidência da autoridade monetária dos EUA. A alta do dólar afetou o apetite dos investidores, que vinham comprando metais.

Além disso, houve um movimento natural de correção do mercado, que, segundo especialistas, já era esperado e estava atrasado.

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