Ouro dispara e bate novo recorde, a US$ 5,5 mil, com ameaças de Trump
Por volta das 11 horas, contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 3,76% e eram negociados a US$ 5.540,76 por onça-troy
atualizado
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A cotação do ouro seguia em disparada, nesta quinta-feira (29/1), levando o metal precioso a bater um novo recorde, superando pela primeira vez a marca dos US$ 5,5 mil por onça-troy.
O que aconteceu
- Por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), os contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 3,76% e eram negociados a US$ 5.540,76 por onça-troy, de acordo com dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York.
- Na véspera, o ouro já havia renovado sua máxima histórica, superando a marca de US$ 5,3 mil por onça-troy.
- No ano passado, o metal precioso registrou valorização de 64%, seu maior ganho anual em quase meio século, desde 1979.
Trump faz ameaças ao Irã
A trajetória de alta do ouro, que vinha sendo procurado como um “porto seguro” pelos investidores nos últimos meses, se acentuou nesta quinta após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando o regime iraniano.
“Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes – armas nucleares, não!”, escreveu Trump na Truth Social, sua própria rede social.
“O tempo está se esgotando. O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso volte a acontecer”, completou o presidente dos EUA.
Por que o ouro continua subindo tanto
Segundo analistas do mercado, a trajetória ascendente da cotação do ouro continua se devendo, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros em meio às incertezas nos EUA e diante de um mercado de ações superaquecido.
O mundo passa por uma fase turbulenta na geopolítica, com as novas ameaças tarifárias dos EUA contra a União Europeia (UE), a guerra entre Rússia e Ucrânia (que se desenrola há quase quatro anos e os protestos que colocam em xeque o regime teocrático do Irã. Historicamente, em períodos de incerteza e instabilidade, ativos mais seguros ganham força.
A alta dos metais preciosos foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas, como o dólar.
