“Apertem os cintos. A incerteza é o novo normal”, diz diretora do FMI

Para Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, “a economia global está indo melhor do que se esperava, mas pior do que o necessário”

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1 de 1 Imagem de Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) - Metrópoles - Foto: Riccardo Savi/Getty Images for Concordia Annual Summit

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quarta-feira (8/10) que a incerteza “é o novo normal e veio para ficar” no cenário econômico global.

Mesmo assim, apontou Georgieva, a economia mundial tem se mostrado mais resiliente do que se esperava. As declarações da dirigente da instituição financeira foram dadas ao comentar dados prévios da próxima edição do relatório Perspectiva Econômica Mundial do FMI.

O órgão divulgará novos números a respeito das perspectivas econômicas na próxima terça-feira (14/10), em Washington (Estados Unidos), durante as reuniões anuais entre o FMI e o Banco Mundial.

“Apertem os cintos. A incerteza é o novo normal e veio para ficar”, disse a diretora-geral do FMI. “Vemos o crescimento global desacelerando apenas ligeiramente neste ano e no próximo. Todos os sinais apontam para uma economia mundial que, de modo geral, resistiu às tensões agudas de vários choques”, ponderou.

Em julho deste ano, o FMI aumentou sua projeção para o crescimento global da economia em 2025 em 0,2 ponto percentual, para 3%. Em 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve avançar 3,1%, segundo as últimas estimativas do órgão.

“Melhor que o esperado, mas pior que o necessário”

Para Georgieva, “a economia global está indo melhor do que se esperava, mas pior do que o necessário”.

Ainda segundo a chefe do FMI, os países devem buscar consolidar o crescimento econômico de forma duradoura, impulsionando a produtividade do setor privado e evitando a explosão dos gastos fiscais.

Até 2029, observou Georgieva, a dívida pública global “deve ultrapassar 100% do PIB”, o que intensifica o sinal de alerta.

“A concorrência é fundamental, assim como os direitos de propriedade favoráveis ao livre mercado, o respeito ao Estado de Direito e o controle do setor financeiro pelas instituições responsáveis”, completou.

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