Ação da Azul afunda após aumento de capital e oferta de R$ 4,9 bilhões

Por volta das 12h45, as ações da Azul na B3 desabavam 28,25% e eram cotadas a R$ 182,95. Mais cedo, os papéis chegaram a tombar mais de 30%

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/Azul
Imagem de avião da Azul - Metrópoles
1 de 1 Imagem de avião da Azul - Metrópoles - Foto: Divulgação/Azul

As ações da Azul negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) enfrentam um pregão de fortes perdas, nesta quinta-feira (19/2), após a homologação do aumento do capital social da empresa, mediante a emissão de novas ações no âmbito da oferta pública de distribuição primária.

A Azul vem buscando a captação de recursos para sair da recuperação judicial nos Estados Unidos. De acordo com a companhia, a oferta é válida para acionistas e investidores e soma R$ 4,987 bilhões. Com isso, o novo capital social da empresa é de R$ 21,8 bilhões.


Ações da Azul despencam

  • Por volta das 12h45 (pelo horário de Brasília), as ações da Azul na B3 desabavam 28,25% e eram cotadas a R$ 182,95.
  • Mais cedo, os papéis da companhia aérea chegaram a tombar 30,2%, a R$ 178.
  • As ações da Azul estão entre as que mais se desvalorizam na Bolsa brasileira nesta quinta.

Conselho aprovou aumento de capital

O Conselho de Administração da Azul aprovou, na noite dessa quarta-feira (18/2), a homologação do aumento do capital social da empresa, mediante a emissão de novas ações no âmbito da oferta pública de distribuição primária.

A operação já conta com alguns compromissos de investimentos, entre os quais os aportes de US$ 200 milhões de duas das maiores companhias aéreas dos EUA, a United Airlines e a American Airlines – cada uma com US$ 100 milhões.

Outros US$ 100 milhões devem ser aplicados por alguns credores da empresa. Segundo a Azul, esses US$ 300 milhões são fundamentais para a capitalização da companhia na conclusão de sua recuperação judicial nos EUA.

Os investimentos ainda dependem de várias etapas, como a aprovação dos órgãos regulatórios do Brasil e a conclusão de uma Oferta Pública de Ações (OPA) prevista para o dia 20 de fevereiro deste ano.

Uma oferta pública de ações é o processo por meio do qual uma empresa vende suas ações ao público para captar recursos e abrir capital. Em linhas gerais, a operação permite que investidores comprem “partes” da empresa e se tornem sócios, com o objetivo de financiar sua expansão e reduzir dívidas.

No início do mês, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou os aportes da United Airlines na Azul – a aérea norte-americana aumentará sua participação na empresa brasileira de 2,02% para cerca de 8% do capital social.

Iniciado em maio de 2025, o plano de reorganização da Azul estabelecia como condição para a saída da recuperação judicial a captação de pelo menos US$ 850 milhões por meio de uma OPA. Desse montante, US$ 750 milhões seriam aplicados por um grupo de credores e US$ 100 milhões pela United.

Azul em recuperação judicial nos EUA

Em 12 de dezembro do ano passado, a Azul informou ao mercado que a Justiça dos EUA aprovou o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa no âmbito do Chapter 11 – mecanismo equivalente à recuperação judicial no Brasil. Segundo a companhia, a proposta recebeu mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores habilitados a votar.

Com a confirmação do plano, a Azul avança no processo iniciado em maio, quando ingressou com o pedido na Justiça norte-americana para reorganizar suas obrigações financeiras. A empresa foi a última, entre as principais companhias aéreas brasileiras, a recorrer ao Chapter 11.

De acordo com a Azul, a reestruturação prevê uma redução superior a US$ 3 bilhões em dívidas, além de cortes em obrigações relacionadas a arrendamentos de aeronaves, despesas com juros anuais e custos recorrentes da frota.

No fim de maio de 2025, a Azul entrou com um pedido de recuperação judicial nos EUA, por meio do Chapter 11. A empresa optou pelos EUA por considerar a legislação do país mais flexível e também porque a maioria de seus credores é estrangeira – e grande parte dos contratos com os fornecedores têm como foro o estado de Nova York.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?