“Venezuela não irá se render aos EUA”, diz filho de Maduro
Maduro foi preso e tirado da Venezuela pelos EUA, que o acusam de tráfico de drogas e outros crimes
atualizado
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O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, afirmou, nesta segunda-feira (5/1), que seu país “não irá se render aos Estados Unidos”. A fala ocorreu durante discurso na assembleia venezuelana, após o pai do parlamentar ser preso e levado aos EUA pelo governo de Donald Trump no último fim de semana.
Depois dos ataques norte-americanos contra a capital da Venezuela, Caracas, no sábado, deputados venezuelanos discursaram pela primeira vez na Assembleia Nacional do país, condenando a prisão de Maduro.
Jorge Rodríguez, um dos conselheiros e negociadores do governo Maduro, preside a sessão. Ademais, o legislador é irmão de Delcy Rodriguez, a nova presidente em exercício da Venezuela.
Em discurso emocionado no Parlamento venezuelano, durante a primeira sessão da Assembleia Nacional desde a operação dos EUA, o filho de Maduro condenou a ação atribuída ao governo norte-americano e pediu liberdade e apoio ao pai, a quem chamou de “papa” durante a fala.
Segundo Maduro Guerra, os EUA mentem sobre os supostos crimes cometidos pelo presidente venezuelano. Para ele, toda a operação conduzida por Washington estaria baseada em uma “mentira do imperialismo”.
“O povo bolivariano não é manipulável […] A mentira do imperialismo trombou com um povo consciente e uma memória histórica sólida. A consciência política neutraliza a propaganda imperial. A revolução não se resume a um momento, é um projeto sólido”, disse.
O parlamentar afirmou ainda que a família Maduro é alvo de perseguição política e classificou o ataque como uma ruptura gravíssima do sistema internacional.
A fala ocorreu em um cenário de domínio do chavismo no poder Legislativo venezuelano. Atualmente, o governo tem ampla maioria na Assembleia Nacional: dos 285 deputados, 256 são aliados do presidente Maduro.
Relembre:
- Os EUA atacaram, no sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela sob ordem do presidente Donald Trump.
- Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados a Nova York, onde serão julgados por narcoterrorismo.
- Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Maduro e esposa passam por audiência nos EUA
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados por um júri federal de Nova York por crimes como narcoterrorismo. Na Justiça norte-americana, ele responderá por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico.

















