Ucrânia recebe US$ 500 mi dos EUA e Zelensky pede mais armas e sanções

Os presidentes conversaram por telefone nesta quarta-feira (30/3). A informação foi confirmada pela Casa Branca

atualizado 30/03/2022 14:37

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em seu gabiente presidencial na Casa Branca. Ele está ao telefone e lê documentos em sua mesa - MetrópolesAdam Schultz/Casa Branca

Os presidentes Joe Biden, dos Estados Unidos, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, conversaram por telefone nesta quarta-feira (30/3). A informação foi confirmada pela Casa Branca.

No telefonema, Biden anunciou uma doação US$ 500 milhões em ajuda orçamentária direta. Isso significa que o presidente ucraniano poderá dar a destinação que desejar à cifra.

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Durante a conversa, Zelensky pediu mais armas e sanções econômicas contra a Rússia. A guerra no país completa 35 dias nesta quarta-feira.

“Os líderes discutiram como os EUA estão trabalhando 24 horas por dia para atender aos principais pedidos de assistência de segurança da Ucrânia, os efeitos críticos que essas armas tiveram no conflito e os esforços contínuos dos americanos com aliados e parceiros para identificar recursos adicionais para ajudar os militares ucranianos a defender seu país”, informou a Casa Branca.

O líder ucraniano comentou brevemente o assunto. “Falamos sobre apoio defensivo específico, um novo pacote de sanções reforçadas, ajuda macrofinanceira e humanitária”, resumiu.

Diplomacia

Os governos russo e chinês anunciaram o fortalecimento de alianças entre os dois países. A movimentação político-diplomática ocorre em meio a rumores de que Pequim está fornecendo ajuda militar e econômica a Moscou para auxiliar na guerra na Ucrânia.

Os chefes das diplomacias da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Wang Yi, se reuniram nesta quarta-feira (30/3) na província de Anhui e falaram em desenvolver laços bilaterais e promover a cooperação em vários campos. As informações foram divulgadas por agências internacionais de notícias.

“A China está disposta a trabalhar com a Rússia para levar os laços sino-russos a um nível mais alto em uma nova era, sob a orientação do consenso alcançando pelos chefes de Estado”, afirmou Wang.

A diplomacia russa, em nota, disse que Lavrov falou sobre as ações militares na Ucrânia e sobre o status das negociações entre Moscou e Kiev.

“Os lados observaram a natureza contraproducente das sanções unilaterais ilegais impostas à Rússia pelos Estados Unidos e seus satélites”, diz o comunicado do Kremlin.

Os Estados Unidos classificaram como “preocupante” a aproximação entre a Rússia e a China. A tensão é tamanha que os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, já conversaram por telefone sobre a invasão russa à Ucrânia.

Vale ressaltar que Xi Jinping e o presidente russo, Vladimir Putin, mantém relações amistosas e são aliados.

Biden cobrou posicionamento formal do governo chinês contra a guerra. Na conversa, Xi Jinping disse a Biden que o conflito “não interessa a ninguém”. O norte-americanos já ameaçaram a China com sanções caso o apoio seja confirmado.

A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já advertiu a China por ser “cúmplice” da guerra na Ucrânia.

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