Trump ameaça Irã se falhar cessar-fogo: “Tiroteio maior e mais forte”
Em publicação nas redes sociais, presidente dos Estados Unidos declarou que tropas americanas estão preparadas para atuar caso seja preciso
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças contra o Irã. Em publicação nas redes sociais, o chefe da Casa Branca declarou que o país está preparado para um “tiroteio maior e melhor” caso o Irã não cumpra integralmente os termos do “verdadeiro cessar-fogo”.
“Se, por algum motivo, isso não acontecer, o que é altamente improvável, então, o ‘tiroteio’ começará, maior, melhor e mais forte do que qualquer um jamais viu”, escreveu Trump no Truth Social.
Após mais de um mês do aumento das hostilidades no Oriente Médio, EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. Além de uma trégua nos ataques, as negociações previam a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima de controle iraniano por onde trafega cerca de 20% de todo o petróleo mundial.
Em menos de 24 horas, contudo, a pausa foi colocada em xeque pelo Irã. Membros da Guarda Revolucionária Iraniana alegaram para mídias estatais locais que o cessar-fogo estava sendo revisto após Israel, que também aderiu à trégua, continuar atacando o Líbano.
Ataques ao Líbano
O Líbano entrou no radar dos Estados Unidos e do Irã devido à presença do grupo terrorista Hezbollah no país, que é financiado pelo regime iraniano.
Desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio nas últimas semanas, o grupo também direcionou ataques a Israel e a alvos ligados aos EUA no Golfo Pérsico.
Com o anúncio do cessar-fogo intermediado pelo Paquistão, havia o entendimento de que o fim das hostilidades também se estendia ao Líbano, conforme afirmou o regime iraniano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou que o país estivesse coberto pela pausa.
Nesse sentido, forças armadas israelenses mantiveram os ataques ao Líbano.Na manhã dessa quarta-feira (8/4), as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram a maior onda de ataques ao Líbano desde 28 de fevereiro, dia em que Israel e EUA realizaram o ataque coordenado contra o Irã.
