Israel lança maior onda de ataques ao Líbano desde o início da guerra
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou em comunicado que os ataques israelenses deixaram “dezenas de mortos e centenas de feridos”
atualizado
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Israel lançou nesta quarta-feira (8/4) a maior onda de ataques ao Líbano desde o início da guerra, atingindo diversas áreas civis e residenciais de Beirute, capital libanesa.
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou em comunicado que os ataques israelenses deixaram “dezenas de mortos e centenas de feridos”, em diversas áreas de Beirute, e pediu à população que evite aglomerações e priorize os serviços de emergência e ambulância.
“O Ministério da Saúde Pública enfatiza que a prioridade neste momento é concluir as operações de socorro emergencial e resgatar aqueles que ainda estão presos sob os escombros, além de fornecer tratamento a todos os feridos, distribuindo-os entre os hospitais de acordo com sua condição”, diz o comunicado.
Posteriormente, a Defesa Civil libanesa informou que o número de mortos em todo o Líbano nesta quarta subiu para 254.
Ao menos 1.530 pessoas morreram no Líbano em ataques israelenses desde 2 de março, segundo o último número divulgado pelo governo.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou os ataques, afirmando que embora o país tenha acolhido ao cessar-fogo, Israel continua a atacar bairros residenciais, vitimando civis.
“Embora tenhamos acolhido com satisfação o acordo entre o Irã e os Estados Unidos da América, e intensificado nossos esforços para chegar a um acordo de cessar-fogo no Líbano, Israel continua a expandir seus ataques que atingiram bairros residenciais densamente povoados, cujas vítimas foram civis desarmados, em várias partes do Líbano”, afirmou Salam em publicação no X.
“Especialmente na capital Beirute, sem se importar com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato. E todos os amigos do Líbano são convidados a nos ajudar a deter esses ataques por todos os meios disponíveis”, completou.
Israel: cessar-fogo não protege Líbano
Nessa terça-feira (7/4), o Irã e os Estados Unidos concordaram em um cessar-fogo, no qual os dois países fizeram as próprias exigências.
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, alegou que o acordo não abrange o Líbano, e que o Exército israelense continuará com as operações militares no território libanês.
Antes da declaração de Netanyahu, o governo do Paquistão, que intermediou o acordo de paz, havia afirmado que o Líbano estaria protegido pelo acordo.
Apesar do acordo de paz, a tensão continua no Oriente Médio. O Irã ameaça fechar novamente o Estreito de Ormuz devido às agressões do Exéricito de Israel ao Líbano.
Do lado americano, o vice-presidente JD Vance afirmou que a trégua é “frágil” e que o presidente Donald Turmp está “impaciente”.
