Irã volta a fechar Estreito de Ormuz após ataques de Israel ao Líbano

Apenas três petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz nas primeiras horas após o cessar-fogo anunciado por Trump

atualizado

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Estreito de Ormuz
1 de 1 Estreito de Ormuz - Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz despencou nas primeiras 24 horas após o anúncio do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, em meio à retomada das tensões no Oriente Médio. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (8/4) pela mídia estatal iraniana, apenas três embarcações conseguiram atravessar a rota estratégica no período.

Nas primeiras horas do dia, dois petroleiros iranianos e um navio da frota chinesa cruzaram o estreito sem incidentes.

No entanto, a expectativa de continuidade do fluxo foi frustrada após a intensificação dos ataques de Israel ao Líbano, apontada por autoridades iranianas como violação do cessar-fogo.

Os ataques desta quarta-feira foram descritos por autoridades libanesas como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito, resultando na morte de mais de 200 pessoas. A capital, Beirute, foi a área mais atingida, concentrando a maior parte das vítimas.

Com isso, o tráfego marítimo foi interrompido. Um navio que planejava atravessar o estreito ao meio-dia chegou a mudar de rota e retornar antes da travessia, diante do aumento dos riscos na região.

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Estreito de Ormuz
Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 254
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles
Estreito de Ormuz
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Estreito de Ormuz

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Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 254
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Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 254

Reprodução/ONU

Queda brusca no fluxo

  • A redução é significativa em relação aos dias anteriores.
  • Ainda de acordo com o balanço, na semana passada, até 17 petroleiros chegaram a cruzar o Estreito de Ormuz com autorização do Irã, evidenciando o impacto imediato da escalada militar após o cessar-fogo anunciado na noite de terça-feira (7/4).
  • O estreito é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo global, e qualquer interrupção afeta diretamente o mercado internacional.
  • Após os episódios mais recentes, houve volatilidade nos preços do petróleo, em meio à incerteza sobre a segurança da navegação.
  • Na manhã desta quarta-feira, autoridades iranianas já haviam ameaçado bloquear novamente a via marítima caso os ataques israelenses ao Líbano continuem.
  • Paralelamente, membros do governo iraniano defenderam publicamente a suspensão imediata da circulação de navios no estreito como resposta às ofensivas israelenses.

Contradições e negociações

Apesar das ameaças, a Casa Branca afirmou que o Irã se comprometeu, em conversas privadas, a manter o Estreito de Ormuz aberto e sem restrições.

A porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt, afirmou mais cedo que o Irã se comprometeu, em conversas privadas, a manter aberto o Estreito, que é uma das principais rotas globais de petróleo. 

Segundo o governo dos EUA, esse é um ponto central para a continuidade das negociações, consideradas delicadas e em estágio inicial.

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