EUA rompeu cessar-fogo após ataques a ilhas, diz presidente do Irã

Ataques a ilhas iranianas, ofensiva no Líbano e tensões no Golfo colocam em risco cessar-fogo entre Irã e EUA anunciado por Donald Trump

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1 de 1 Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian - Metrópoles - Foto: Iranian Presidency/Anadolu via Getty Images

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian (foto em destaque), afirmou nesta quarta-feira (8/4) que o cessar-fogo com os Estados Unidos foi rompido após ataques registrados dentro do território iraniano.

Segundo o líder iraniano, duas ilhas do país no Golfo Pérsico — Ilha de Lavan e Ilha de Siri — foram bombardeadas ao longo do dia. Mais cedo, veículos da imprensa estatal haviam relatado explosões nas duas localidades.

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Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
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Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi
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Pezeshkian, no entanto, não detalhou a origem dos ataques nem atribuiu oficialmente a ação a um país específico. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, após dias de ameaças e movimentações militares na região.

Em conversa telefônica com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, o presidente iraniano condenou as violações do cessar-fogo e reforçou a necessidade de respeito ao acordo. Sharif, por sua vez, pediu moderação e alertou que episódios como os registrados “minam o espírito do processo de paz”.

No campo diplomático, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã aceitou o cessar-fogo como base para encerrar definitivamente o conflito. Em ligação com o chanceler turco, Hakan Fidan, ele reiterou que o país aposta na via diplomática, embora mantenha prontidão militar.

“Os termos do cessar-fogo entre Irã e EUA são claros e explícitos: os EUA devem escolher entre cessar-fogo ou guerra contínua por meio de Israel. Não podem ter ambos. O mundo assiste aos massacres no Líbano. A decisão está nas mãos dos EUA, e o mundo observa se eles cumprirão seus compromissos”, declarou o chanceler iraniano.

Já a Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que novos ataques, especialmente no Líbano, poderão provocar uma “resposta lamentável” contra alvos na região.

Do lado norte-americano, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que o cessar-fogo é apenas uma pausa temporária e que as forças seguem preparadas para retomar operações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elevou o tom ao declarar que o Líbano não está incluído no acordo, em entrevista à emissora PBS. Essa informação havia sido confirmada pelo principal mediador do conflito, o premier do Paquistão, Shehbaz Sharif, na noite de terça-feira (7/4).

A exclusão do território libanês foi contestada por autoridades paquistanesas, que haviam indicado inicialmente que o cessar-fogo abrangeria todas as frentes do conflito. A divergência ocorre enquanto Israel intensifica ataques ao país, alegando combater o grupo Hezbollah.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 112 pessoas morreram apenas nesta quarta-feira, no que foi descrito como a maior ofensiva israelense desde o início da guerra. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, sustenta que as operações continuarão.

Estreito de Ormuz

Diante da escalada, o Irã voltou a ameaçar fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e indicou que pode endurecer sua resposta caso os ataques persistam.

Paralelamente, um ataque com drones atingiu o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, afetando uma importante via de exportação de petróleo. Países do Golfo também relataram incidentes com mísseis e drones, ampliando o risco de regionalização do conflito.

O Paquistão, que atua como mediador, reforçou o apelo para que o cessar-fogo seja mantido por ao menos duas semanas, abrindo espaço para negociações diretas entre Washington e Teerã.

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