Rússia pressiona Ucrânia para aceitar acordo: “Estão derrapando”

O governo ucraniano tem dito repetidas vezes que as negociações com Moscou estão "extremamente difíceis"

atualizado 22/04/2022 17:06

Bombeiros trabalham removendo escombros na região de Borodyanka, em Kiev na Ucrânia Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images

A Rússia está pressionando a Ucrânia para aceitar a proposta do que seria um acordo de paz. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que o país comandado por Volodymyr Zelensky está “derrapando” ao não aceitar a proposta.

Nesta sexta-feira (22/4), Lavrov pressionou publicamente o governo ucraniano para aceitar a proposta.

“Eles estão derrapando, pois uma proposta que apresentamos aos negociadores ucranianos há cinco dias, e que foi elaborada tendo em conta os comentários deles, continua sem resposta”, declarou, em conferência de imprensa em Moscou.

Lavrov emendou: “É muito estranho para mim ouvir todos os dias declarações, inclusive do presidente [ucraniano] e dos seus conselheiros, que dão a impressão de que não precisam destas negociações para nada”, reclamou.

O chefe da delegação negocial russa, Vladimir Medinski, confirmou que nesta sexta houve mais uma rodada de negociações, mas não fez nenhum tipo de anúncio.

O governo ucraniano tem dito repetidas vezes que as negociações com Moscou estão “extremamente difíceis”.

Nesta semana, a Rússia entregou uma proposta de acordo de paz à Ucrânia. O aceno, até então inédito, é a investida mais forte do Kremlin para pôr fim aos bombardeios, iniciados em 24 de fevereiro.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

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Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Sob essa alegação, invadiu o país liderado por Zelensky, em 24 de fevereiro. Nesta sexta, a guerra completa 58 dias.

A tensão no Leste Europeu voltou a subir após ao menos três ataques ucranianos contra o território russo. O país liderado por Putin, que havia prometido trégua a Kiev, voltou a bombardear a capital.

A escalada da violência também é influenciada pelo naufrágio do navio militar Moskva, maior embarcação de guerra russa no Mar Morto. A Ucrânia reivindicou o ataque.

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