Número de refugiados da Ucrânia é o maior desde a 2ª Guerra: 5,1 mi

Na mais recente contagem, divulgada nesta sexta-feira (22/4), 48.387 pessoas deixaram o país no dia anterior

atualizado 22/04/2022 12:12

Refugiados ucranianos chegam de trem em estação de Krakov, na Polônia - Metrópoles

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou que 5,1 milhões de ucranianos fugiram do país desde a invasão russa, em 24 de fevereiro.

Segundo a Acnur, este é o maior afluxo de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, sendo que cerca de 90% dos que fugiram são mulheres e crianças.

Na mais recente contagem, divulgada nesta sexta-feira (22/4), 48.387 pessoas deixaram a Ucrânia no dia anterior, segundo a organização.

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Apesar de o número de refugiados continuar a aumentar, a taxa diária é bastante menor agora do que no início da guerra, pontua a Acnur.

Ofensiva

O governo russo confirmou que pretende controlar Donbass, no leste, e todo o sul da Ucrânia. Fontes do governo de Vladimir Putin explicaram que esse é o objetivo principal do que chamam de segunda faze da “operação militar especial”.

Nesta sexta-feira (22/4), a agência russa de notícias Interfax divulgou declarações do vice-comandante do distrito militar central da Rússia, Rustam Minnekayev, que detalham a estratégia.

“O controle sobre o sul da Ucrânia é outro caminho para a Transnístria, onde também há evidências de que a população de língua russa está sendo oprimida”, frisa o militar.

Na prática, os russos querem criar um zona entre Crimeia, anexada ao território controlado por Putin em 2014, e Donbass. Com isso seria possível ter um porta de entrada para a região separatista da Moldávia.

A Rússia pretende controlar partes da Ucrânia partindo de Kharkiv, passando por Izyum, Luhansky, Donestsk, Mariupol, Melitopol Mykolaiv e Kherso, chegando à Crimeia. Essa é a primeira vez que os russos detalham uma estratégia militar.

A Rússia tomou 42 vilas na região de Donetsk, segundo informou a assessora da presidência ucraniana, Olena Symonenko. As informações são da agência de notícias Reuters. “Isso aconteceu hoje e pode ser que nossas forças as reconquistem amanhã”, explicou Symonenko.

A guerra completa, nesta sexta-feira, 58 dias. A invasão e os bombardeios russos tiveram início em 24 de fevereiro. A mais recente conquista das tropas russas foi o controle da cidade portuária de Mariupol.

Tensão

A tensão no Leste Europeu voltou a subir após ao menos três ataques ucranianos contra o território russo. Como represália, a Rússia passou a atingir mais de mil alvos por madrugada.

A escalada da violência também é influenciada pelo naufrágio do navio militar Moskva, maior embarcação de guerra russa no Mar Morto. A Ucrânia reivindicou o ataque.

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