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Mundo

Presidente do Tribunal de Haia é sancionada pelo governo Trump

Medida foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e faz parte da campanha norte-americana contra o Tribunal de Haia

18/08/2026 16:26, atualizado 18/08/2026 16:27
Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra a presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI) - Metrópoles

Em mais um passo na ofensiva contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), o governo Donald Trump aplicou sanções contra a presidente da Corte, Tomoko Akane. A medida foi anunciada nesta terça-feira (18/8) pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Além de Akane, o advogado sênior de Julgamentos do tribunal, Abdoulaye Seye, também foi alvo de sanções.

Assim como em outras ocasiões, Rubio afirmou que a ação é uma maneira de proteger “americanos de tribunais fraudulentos”, mesmo que o país não reconheça a jurisdição do Tribunal de Haia, como também é chamado o TPI.

Em comunicado, o TPI afirma que as sanções dos EUA “enfraquecem o Estado de direito”. “Quando os atores da Justiça são ameaçados por aplicar a lei, é a ordem jurídica internacional que fica em risco”, diz nota do tribunal.

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No último mês o Secretário de Estado norte-americano lançou uma campanha internacional, cujo objetivo é “desmantelar” a Corte Internacional. 

O projeto faz parte de uma ofensiva dos EUA contra o TPI, iniciada após Donald Trump reassumir a Casa Branca no início de 2025.

As retaliações de Washington contra o tribunal coincidem com investigações que atingiram diretamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O político israelense é alvo de um mandado de prisão de Haia, acusado de cometer crimes de guerra contra palestinos.