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Mundo

Presidente de Cuba reage a Trump após cobranças por negociação

Tensão histórica entre Cuba e Estados Unidos aumentou após a prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA

12/01/2026 12:38, atualizado 12/01/2026 17:10
Horacio Villalobos/Getty Images - Kevin Dietsch/Getty Images
Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou, nesta segunda-feira (12/1), que “não há negociações em andamento” com os Estados Unidos, exceto por contatos técnicos na área de imigrações. A tensão entre os países aumentou desde o ataque dos EUA contra a Venezuela no começo do ano, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro.

A ação resultou na morte de 32 militares cubanos e representa um risco para Cuba, que tinha relações comerciais intensas com o regime venezuelano. Trump, no domingo (11/1), afirmou que Cuba deveria negociar com Washington ou não haverá mais “dinheiro e petróleo”.

Os Estados Unidos buscam ter controle sobre o petróleo venezuelano após o ataque. Trump alega que a ilha cubana “viveu por anos com grande quantidade de petróleo e dinheiro venezuelano“, em troca de supostos serviços de segurança prestados ao país.

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O presidente cubano rebateu as acusações no domingo (11/1), reafirmando que Cuba é uma nação independente e soberana.

Nesta segunda, Miguel Díaz detalhou alguns pontos da relação entre os países. Segundo ele:

  • Cuba sempre esteve disposta a dialogar com os diversos governos dos EUA, “inclusive o atual”;
  • Os diálogos devem ser baseados na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do Direito Internacional e no benefício mútuo.

“Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças e coerção econômica”, afirmou o presidente cubano.