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Cuba divulga nomes de 32 militares mortos em ação dos EUA na Venezuela

Militares atuavam na segurança da Venezuela. Governo de Cuba decretou luto oficial e acusa Washington de terrorismo de Estado

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EUA ataca Caracas, capital da Venezuela - Metrópoles
1 de 1 EUA ataca Caracas, capital da Venezuela - Metrópoles - Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

Cuba divulgou, nesta terça-feira (6/1), a identidade dos 32 miliares cubanos que atuavam no aparato de segurança do governo venezuelano e morreram durante o ataque conduzido pelos Estados Unidos em Caracas, no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.

Em comunicado, o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba classificou as mortes como resultado de “um novo ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado” cometido contra a Venezuela. Segundo a nota, os agentes morreram “em combates e após forte resistência”.

A lista divulgada pelo governo inclui dois coronéis, um tenente-coronel, quatro majores, capitães, tenentes, sargentos e soldados, com idades entre 26 e 67 anos. Os nomes foram organizados em dois grupos: combatentes vinculados ao Ministério do Interior e integrantes das Forças Armadas Revolucionárias.

Entre os mortos estão os coronéis Humberto Alfonso Roca Sánchez, de 67 anos, e Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez, de 62. Também constam oficiais de alta patente e militares da reserva, o que, segundo fontes diplomáticas, indica a amplitude da presença cubana em estruturas sensíveis do Estado venezuelano.

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Confira a lista:

Combatentes do Ministério do Interior:

  • Coronel Humberto Alfonso Roca Sánchez (67 anos)
  • Coronel Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez (62 anos)
  • Tenente-coronel Orlando Osoria López (45 anos)
  • Major Rodney Izquierdo Valdés (51 anos)
  • Major Ismael Terrero Ge (47 anos)
  • Major Rubiel Díaz Cabrera (53 anos)
  • Major Hernán González Perera (43 anos)
  • Capitão Yoel Pérez Tabares (48 anos)
  • Capitão Addriel Adrián Socarrás Tamayo (32 anos)
  • Capitão Bismar Mora Aponte (50 anos)
  • Primeiro-tenente Yorlenis Revé Cuza (36 anos)
  • Primeiro Tenente Alejandro Rodríguez Royo (35 anos)
  • Primeiro-tenente Erdwin Rosabal Avalos (35 anos)
  • Primeiro Tenente Daniel Torralba Díaz (34 anos)
  • Primeiro-tenente Yandrys González Vega (45 anos)
  • Primeiro-tenente Yordanys Marlonis Núñez (43 anos)
  • Primeiro Tenente Yunior Estévez Samón (32 anos)
  • Tenente Yasmani Dominguez Cardero (32 anos)
  • Tenente Fernando Antonio Báez Hidalgo (26 anos)
  • Tenente Yoandys Rojas Pérez (46 anos)
  • Primeiro-sargento Giorki Verdecia García (30 anos)

Combatentes das Forças Armadas Revolucionárias:

  • Capitão Adrián Pérez Beades (34 anos)
  • Suboficial Suriel Godales Alarcón (42 anos)
  • Soldado (aposentado) Adelkis Ayala Almenares (45 anos)
  • Soldado (aposentado) Alexander Noda Gutierrez (48 anos)
  • Soldado (aposentado) Ervis Martínez Herrera (52 anos)
  • Soldado (aposentado) Juan Carlos Guerrero Cisneros (55 anos)
  • Soldado (aposentado) Juan David Vargas Vaillant (54 anos)
  • Soldado (aposentado) Rafael Enrique Moreno Font (35 anos)
  • Soldado (aposentado) Luis Alberto Hidalgo Canals (57 anos)
  • Soldado (aposentado) Luis Manuel Jardines Castro (59 anos)
  • Soldado (aposentado) Sandy Amita López (37 anos)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nas redes sociais que os agentes “tombaram heroicamente confrontando a agressão criminosa e o terrorismo de Estado do governo dos EUA contra a Venezuela”.

“Eles derramaram seu sangue cumprindo seu dever como revolucionários e internacionalistas”, escreveu.

Luto oficial

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto oficial, em 5 e 6 de janeiro. Durante o período, bandeiras ficarão a meio mastro, e a maioria dos eventos públicos será suspensa.

Segundo o chefe de Estado, os agentes “cumpriam missões em nome das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de seus homólogos venezuelanos”.

Díaz-Canel acrescentou  que os militares morreram “após forte resistência, em combate direto contra os atacantes ou em consequência do bombardeio das instalações” durante a operação que levou à detenção de Maduro.

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