Pix e tarifas: o que a Fazenda monitora para reunião entre Lula e Trump

Interesses comerciais entre os dois países passam por vários temas, parte importante deles, abrigada no Ministério da Fazenda

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva PT Palácio do Planalto no lançamento do Novo Desenrola Brasil Metropoles 8
1 de 1 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva PT Palácio do Planalto no lançamento do Novo Desenrola Brasil Metropoles 8 - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está nos Estados Unidos, onde deve se reunir com o presidente do país, Donald Trump, nesta quinta-feira (7/5). A pauta do encontro não foi divulgada, mas a expectativa é que uma série de questões econômicas sejam abordadas na conversa. Lula viajou a Washington acompanhado do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Os assuntos monitorados pela Fazenda, que podem estar na mala de Lula, vão desde o Pix à possibilidade de imposição de novas tarifas ao Brasil pelos norte-americanos.

O Brasil é alvo de uma investigação nos Estados Unidos que envolve assuntos como Pix, etanol e propriedade intelectual. Essa apuração, em um suposto desfecho negativo, pode resultar na imposição de novas tarifas ao país.

A investigação é conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) e analisa ainda medidas adotadas pelo governo do presidente Lula, que possam prejudicar empresas de tecnologia estadunidenses.

A apuração foi aberta em 15 de julho do ano passado com base na Seção 301 da lei comercial norte-americana, instrumento que pode embasar a adoção de medidas tarifárias contra o país.


Seção 301 da Lei Comercial dos Estados Unidos

  • A investigação será conduzida sob a Seção 301 da Lei Comercial dos Estados Unidos, um instrumento que permite investigações caso os direitos dos EUA sob qualquer acordo sejam negados e se uma prática de um governo estrangeiro violar ou prejudicar de forma irregular o comércio dos norte-americanos.
  • A medida é, normalmente, utilizada em casos excepcionais para construir casos e buscar soluções de controvérsias na Organização Mundial do Comércio (OMC).

À época da abertura da investigação, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o motivo seriam “ataques do Brasil contra as empresas americanas de mídias sociais, além de outras práticas comerciais desleais que afetam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos dos Estados Unidos”.

Ao longo do mandato, Lula tentou pavimentar caminho para uma legislação que reforçasse a regulação da atuação das big techs no Brasil. No entanto, o presidente não conseguiu construir um caminho político viável para o assunto tramitar no Congresso Federal.

Pix e tarifas: o que a Fazenda monitora para reunião entre Lula e Trump - destaque galeria
4 imagens
Presidente Lula
Trump e Lula
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Lula e Trump se encontram nesta quinta nos EUA
1 de 4

Lula e Trump se encontram nesta quinta nos EUA

Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula
2 de 4

Presidente Lula

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Trump e Lula
3 de 4

Trump e Lula

Andrew Harnik/Getty Images
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
4 de 4

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A investigação, que tem o Brasil como alvo, foi tema de reunião entre autoridades brasileiras e norte-americanas no último dia 16, em Washington. No entanto, nenhum comunicado sobre uma possível resolução foi divulgado.

Outras pautas

Além disso, o Google e a Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, são alvos de duas ações distintas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os processos podem ser interpretados como ataques às empresas norte-americanas. O Google é acusado de suposto “abuso exploratório de posição dominante” no uso de notícias por ferramentas de inteligência artificial.

Também diz respeito à Fazenda a cooperação internacional entre os países, que selaram um acordo de combate contra o crime organizado, além de stablecoins, moedas digitais lastreadas em moedas existentes, e inteligência artificial (IA). Os assuntos foram temas de encontros do ministro da Fazenda, Dario Durigan, com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em abril deste ano.

Existe ainda o interesse dos Estados Unidos na exploração de minerais críticos no Brasil. Na corrida tecnológica contra a China, os americanos tentam reservar os materiais que são essenciais à produção de microchips e baterias.

Fazenda reúne assessoria internacional

Durigan se reuniu com membros da assessoria internacional da pasta na terça-feira (5/5). O encontro registrado na agenda oficial ocorreu às vésperas da ida do presidente aos EUA.

A agenda de Durigan da terça previa uma reunião de “despacho interno” de 14h às 15h com o chefe de gabinete, Fabio Henrique Bittes Terra; o subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica, Flávio Luis Pazeto; e o secretário de Assuntos Internacionais da pasta, Mathias Jourdain de Alencastro.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda para saber o tema da reunião de terça, mas ainda não houve resposta.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?