Lula viajará aos EUA com 5 ministros e o chefe da PF; saiba quem são

Presidente embarca no início da tarde desta quarta-feira para Washington. Reunião com Trump acontece na Casa Branca nesta quinta-feira (7/5)

atualizado

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Lula e ministros
1 de 1 Lula e ministros - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca no início da tarde desta quarta-feira (6/5) para Washington, capital dos Estados Unidos, onde se reunirá com o líder norte-americano Donald Trump em uma reunião de trabalho nesta quinta-feira (7/5), na Casa Branca. A comitiva presidencial que acompanha o chefe do Executivo é composta por seis autoridades do alto escalão do governo federal.

Embarcam com Lula os ministros da Fazenda, Dario Durigan; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e das Relações Exteriores, o embaixador Mauro Vieira. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também integra a comitiva.

A conversa entre Lula e Trump ocorre sete meses após o último encontro entre os presidentes, em outubro passado, na Malásia. A visita do petista a Washington estava prevista para março, mas foi adiada devido ao acirramento do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Segundo interlocutores, a data do encontro, que vinha sendo negociada pelas diplomacias dos dois países, foi definida recentemente. A previsão é que Lula retorne ao Brasil no mesmo dia.

Na reunião de trabalho, voltada a questões bilaterais, o foco do governo brasileiro será o combate ao crime organizado e temas comerciais. A expectativa é que Brasil e Estados Unidos avancem em uma proposta de cooperação contra o crime organizado transnacional.

O governo norte-americano estuda classificar facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. O Palácio do Planalto rechaça a medida, por entender que a mudança pode abrir brechas para interferências externas no país.

Em dezembro, o governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Estado uma proposta para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. A parceria inclui medidas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas. De acordo com fontes, o presidente e seus ministros devem destacar, durante a reunião, as ações já realizadas pelo Brasil nessa área.

A cooperação em segurança pública é vista pelo Executivo como estratégica para evitar eventuais intervenções da Casa Branca no processo eleitoral brasileiro sob a justificativa de combate ao crime organizado, como ocorreu na Venezuela no início do ano. 

Tarifas

No campo econômico, além de discutir a retirada das sanções ainda vigentes sobre importações brasileiras após a reversão do tarifaço, Lula deve tratar com Trump sobre o risco de novas medidas comerciais, com atenção especial ao Pix.

Em julho de 2025, o governo norte-americano abriu uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas “desleais”, que poderiam prejudicar empresas de tecnologia dos EUA, incluindo o sistema de pagamentos brasileiro.

O processo ocorre no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento usado para apurar possíveis violações comerciais e que pode resultar em novas sanções econômicas.

A apuração também abrange temas como a produção de etanol e o desmatamento ilegal no Brasil. Em 16 de abril, representantes dos dois países se reuniram nos EUA para discutir o assunto, com a apresentação de esclarecimentos técnicos e jurídicos às autoridades norte-americanas.

Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil está aberto a prestar os esclarecimentos necessários ao governo norte-americano.

Minerais críticos

O tema dos minerais críticos e das terras raras também deve ser abordado, especialmente com a presença de Alexandre Silveira na comitiva presidencial. De acordo com auxiliares, o governo não vê “tema tabu” que não possa ser discutido, adotando uma postura de abertura ao diálogo.

Os Estados Unidos demonstram grande interesse nas reservas brasileiras de minerais críticos, já que o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras.

O governo brasileiro defende a exploração desses recursos, considerados estratégicos para a transição energética, tecnologia de ponta e defesa, mas com preservação da soberania nacional e incentivo à instalação de empresas estrangeiras no país, como forma de impulsionar o desenvolvimento econômico.

Autoridades têm reiterado que o Brasil não quer ser “mero exportador de commodities”, buscando, portanto, fortalecer a indústria nacional.

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