Petro diz ter provas de fraude eleitoral e pede auditoria na Colômbia

Gustavo Petro pede auditoria após derrota de aliado no 1º turno das eleições na Colômbia. Autoridade eleitoral nega irregularidades

atualizado

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a questionar, nesta terça-feira (2/6), os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais e afirmou possuir evidências de uma possível fraude na apuração preliminar dos votos.

Em uma série de publicações nas redes sociais, o mandatário alegou que o software utilizado no processo eleitoral foi alterado dias antes da votação e pediu uma auditoria sobre milhares de seções eleitorais que, segundo ele, apresentariam números incompatíveis com a capacidade física de votação.

As acusações ampliam a crise política aberta após o primeiro turno realizado no domingo (31/5), quando o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella terminou na liderança com 43,7% dos votos e garantiu vaga no segundo turno contra o senador Iván Cepeda, apoiado por Petro, que obteve 40,9%.

Segundo o presidente colombiano, o sistema utilizado na pré-contagem dos votos teria sido modificado em 26 de maio, cinco dias antes da eleição, quando os dados já deveriam permanecer inalterados.

“Apresentamos as bases comprovadas da possível fraude. Posso entregar as provas à autoridade competente”, escreveu Petro.
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Eleições na Colômbia
Cidadãos colombianos votam no dia das eleições presidenciais na Colômbia, em 31 de maio de 2026
Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
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Cidadãos colombianos votam no dia das eleições presidenciais na Colômbia, em 31 de maio de 2026
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Cidadãos colombianos votam no dia das eleições presidenciais na Colômbia, em 31 de maio de 2026

Camilo Moreno/NurPhoto via Getty Images

De acordo com o colombiano, o cadastro eleitoral utilizado pelo software passou de 41,4 milhões para 42,3 milhões de registros, acrescentando cerca de 885 mil eleitores que não estariam incluídos no censo oficial.

Ele também afirmou que houve aumento de 696 locais de votação e de 1.493 seções eleitorais em relação aos números oficiais.

Petro sustenta ainda que identificou 5.300 seções eleitorais com mais de 300 votos registrados em um único dia — algumas delas chegando a 700 votos.

Para o mandatário, é nessas urnas que estaria concentrada a vantagem de aproximadamente 635 mil votos obtida por Abelardo de la Espriella sobre Iván Cepeda.

“Posso provar esses fatos perante a autoridade competente”, afirmou.

Petro pede auditoria

Em outra publicação, o presidente acusou a Registradoria Nacional do Estado Civil, órgão responsável pela administração das eleições, de tentar concluir rapidamente a apuração para impedir uma verificação detalhada das denúncias.

Petro defendeu uma auditoria que compare os registros eleitorais dessas seções com o cadastro oficial e os formulários preenchidos durante a votação.

As acusações foram rejeitadas pela Registradoria. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a autoridade eleitoral informou que a apuração oficial alcançou 99,98% de conclusão, restando apenas 33 mesas de votação entre mais de 122 mil instaladas em todo o país.

O órgão também afirmou que os dados da pré-contagem questionados pelo presidente apresentaram índice de coincidência de 99,94% com a apuração oficial e que não foram identificadas irregularidades capazes de comprometer o resultado.

“A apuração avançou sem nenhuma ocorrência”, declarou a instituição.

A Registradoria anunciou ainda que convidará partidos e organizações políticas a participar de auditorias e revisões dos sistemas eleitorais antes do segundo turno, marcado para 21 de junho.

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