Colômbia: candidato de extrema-direita e aliado de Petro vão ao 2º turno
Com 13 candidatos na disputa, ninguém atingiu a maioria dos votos e a eleição presidencial será resolvida em 2º turno, no dia 21 de junho
atualizado
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Em um cenário de polarização, os candidatos de esquerda e de extrema-direita vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia. Com 99% das urnas apuradas no 1º turno, o advogado Abelardo de la Espriella tem 43%, contra 40% do senador governista Iván Cepeda.
Neste domingo (31/5), os eleitores colombianos foram às urnas para decidir entre 13 candidatos. Como ninguém atingiu mais que a metade dos votos, o pleito presidencial será decidido em segundo turno, no dia 21 de junho.
Confira os resultados:
- Abelardo de la Espriella — 43% (10.336.070 votos)
- Iván Cepeda — 40% (9.670.689 votos)
- Paloma Valencia Laserna — 6% (1.636.249 votos)
- Sergio Fajardo Valderrama — 4% (1.006.870 votos)
A eleição deste ano ficou marcada pela polarização política, pelo avanço da violência armada e pelo debate sobre o legado do presidente Gustavo Petro.
Quem são os candidatos que vão ao segundo turno
O advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella, de 47 anos, do movimento Defensores da Pátria, ganhou popularidade com propostas radicais sobre segurança pública.
O candidato promete construir megaprisões, ampliar penas, acabar com a política de “paz total” e intensificar operações militares contra organizações criminosas.
Inspirado em medidas defendidas pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele e pelo argentino Javier Milei, De la Espriella também promete cortes de gastos públicos, desburocratização da economia e ampliação da exploração de petróleo e gás.
Já o senador Iván Cepeda, de 64 anos, é o candidato do governista Pacto Histórico e herdeiro político do presidente Gustavo Petro. Político de esquerda, foi eleito à Câmara de Representantes da Colômbia em 2010. No pleito seguinte, em 2014, venceu a disputa para o cargo de senador, que ocupa até hoje.
O senador defende a manutenção das políticas sociais, o aprofundamento das negociações de paz e maior presença do Estado na economia e nos serviços públicos.
