Colômbia fecha urnas e começa apuração da eleição para presidente
Mais de 41,2 milhões de colombianos estavam aptos a votar no primeiro turno da disputa presidencial. 11 candidatos disputam o 1º turno
atualizado
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A Colômbia começou a apurar os votos da eleição que vai decidir o novo presidente do país. As urnas foram fechadas às 18h deste domingo (31/5) — no horário de Brasília —, e a expectativa é que o resultado seja divulgado ainda nesta noite.
Mais de 41,2 milhões de colombianos estavam aptos a votar no primeiro turno da disputa presidencial, que definirá quem comandará o país entre 2026 e 2030.
11 candidatos disputam o pleito. Caso nenhum deles obtenha maioria absoluta, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 21 de junho.
A eleição deste ano marcada pela polarização política, pelo avanço da violência armada e pelo debate sobre o legado do presidente Gustavo Petro.
Os favoritos, segundo pesquisas de intenção de voto, são senador Iván Cepeda, candidato do governista Pacto Histórico e herdeiro político de Petro; o advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria; e a senadora conservadora Paloma Valencia, do Centro Democrático e sucessora política do ex-presidente Álvaro Uribe.
Também aparecem na corrida Sergio Fajardo, de centro-esquerda, e a ex-prefeita de Bogotá, Claudia López.
O que defendem os favoritos
- Iván Cepeda representa a continuidade do projeto político de Gustavo Petro.
- O senador defende a manutenção das políticas sociais, o aprofundamento das negociações de paz e maior presença do Estado na economia e nos serviços públicos.
- Já Paloma Valencia aposta em uma plataforma conservadora e linha-dura na segurança. A candidata promete ampliar efetivos militares e policiais, endurecer o combate ao narcotráfico, retomar a pulverização aérea de cultivos ilícitos e romper negociações com grupos armados.
- Na economia, Valencia propõe cortes de impostos, fortalecimento do setor energético e redução do déficit fiscal.
- Abelardo de la Espriella, por sua vez, apresenta uma agenda ainda mais radical na segurança pública. O candidato promete construir megaprisões, ampliar penas, acabar com a política de “paz total” e intensificar operações militares contra organizações criminosas.
- Inspirado em medidas defendidas pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele e pelo argentino Javier Milei, De la Espriella também promete cortes de gastos públicos, desburocratização da economia e ampliação da exploração de petróleo e gás.
