Parlamento ucraniano aprova estado de emergência. Veja as medidas

Governo pode impor restrições à imprensa e de deslocamento, além de convocar civis para combate armado

atualizado 23/02/2022 18:39

EFREM LUKATSKY/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Parlamento da ucraniano (foto em destaque) atendeu ao apelo do presidente Volodymyr Zelensky e aprovou nesta quarta-feira (23/2) um decreto de estado de emergência válido para todo o país pelo prazo de 30 dias.

Agora, o governo pode impor restrições de deslocamento, na distribuição de informações e no que é divulgado na mídia, além de exigir documentação de cidadãos. Todos os homens com idade entre 18 e 60 anos podem ser convocados para combate.

O decreto não é válido para as regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, onde já há uma medida do tipo em vigor desde 2014.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
Publicidade do parceiro Metrópoles 4
Publicidade do parceiro Metrópoles 5
Publicidade do parceiro Metrópoles 6
Publicidade do parceiro Metrópoles 7
Publicidade do parceiro Metrópoles 8
0

Nesta quarta-feira (23/2), ao vivo de Kiev, capital ucraniana, Zelensky alertou sobre os riscos de um conflito entre a Rússia e a Ucrânia, os quais ameaçam toda a Europa. O presidente ucraniano requer mais sanções contra os russos.

Na tentativa de aumentar a proteção dos ucranianos, o governo passou a permitir que civis portem armas e pediu mais arsenal aos países do Ocidente.

“Temos confiança de que o futuro e a segurança da Ucrânia e da Europa estão sendo discutidos agora. É muito importante garantir ações dos monitores europeus de segurança”, afirmou na manhã desta quarta-feira.

Comunidade internacional em alerta

Nesta quarta-feira (23/2), a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi tomada por discursos contra o conflito. Representantes da Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, além do secretário-geral da entidade, António Guterres, falaram sobre o tema.

Na segunda-feira (21/2), o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as regiões separatistas como repúblicas independentes. A decisão foi vista como uma ameaça.

Com isso, países como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido anunciaram sanções econômicas ao governo russo para isolar Putin.

Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia fizeram alertas para o risco de uma invasão russa ao território ucraniano.

Crise em escalada

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Nos últimos dias, a crise aumentou. A Rússia enviou soldados para a fronteira com a Ucrânia, reconheceu duas regiões separatistas ucranianas como repúblicas independentes e tem intensificado as atividades militares. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, quando anexou a Crimeia ao seu território.

Mais lidas
Últimas notícias