Rússia-Ucrânia: ONU exige “negociações pacíficas” para evitar guerra

Na abertura da assembleia geral, Antonio Guterres pediu que a comunidade internacional evite o conflito e reafirmou apoio aos ucranianos

atualizado 23/02/2022 14:02

Antonio Guterres Yves Herman - WPA Pool/Getty Images

A crise geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia foi o tema central na abertura da assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da entidade, Antonio Guterres, subiu o tom e cobrou “negociações pacíficas” e respeito às leis internacionais de direitos humanos e soberania.

A reunião desta quarta-feira (23/2) já estava marcada. Contudo, a escalada da crise no Leste Europeu mudou a pauta do encontro entre lideranças internacionais.

“Precisamos preservar a pacificação”, iniciou Guterres. Ele prosseguiu: “Precisamos pensar no povo da Ucrânia e evitar uma guerra. Pedimos que os princípios da ONU sejam obedecidos, para garantir que as pessoas tenham suas vidas preservadas. Em conflitos, mulheres e crianças sofrem mais”, frisou.

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O secretário-geral destacou que toda a comunidade internacional tem a obrigação de evitar o conflito. “Todas as partes têm a obrigação de obedecer à lei humanitária internacional. Não podemos e não iremos desistir de uma solução pacífica”, concluiu.

A ONU reafirmou que o sistema das Nações Unidas apoia a Ucrânia e os direitos humanos. “Precisamos pensar em negociações e conversas”, emendou.

Repercussão

Nesta quarta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu que o parlamento ucraniano aprove um decreto de estado de emergência válido por 30 dias. O governo passou a permitir que civis portem armas. É mais uma medida diante da tensão geopolítica no Leste Europeu.

Zelensky alertou que os riscos de um conflito entre a Rússia e a Ucrânia ameaçam toda a Europa. O presidente ucraniano requer mais sanções contra os russos e pediu armas aos países do Ocidente.

Após o término da audiência geral no Vaticano, o papa Francisco fez um apelo por paz, ao comentar a crise geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia.

“Tenho uma grande tristeza em meu coração, com o agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, cenários cada vez mais alarmantes estão se abrindo”, frisou.

O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu “respostas” às sanções econômicas impostas pela comunidade internacional.

Em pronunciamento no Kremlin, sede do governo russo, Putin voltou a afirmar que está disposto a negociar uma solução diplomática para a crise geopolítica, desde que sejam respeitados os “interesses e a segurança russos”, que são “inegociáveis”.

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