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Otan se envolve “sem querer” em guerra entre EUA, Israel e Irã

Apesar de ter afirmado que não possui planos de entrar na guerra do Irã, incidentes provocaram reações em países que fazem parte da Otan

atualizado

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Divulgação/Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
Imagem colorida mostra Donald Trump e o chefe da OTAN - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump e o chefe da OTAN - Metrópoles - Foto: Divulgação/Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

Mark Rutte, o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou que a aliança militar não está envolvida na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã — e nem possui planos neste sentido. Enquanto isso, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, negou que tenha intenções de envolver o país em um conflito sem “garantias jurídicas e estratégicas”. Mas, apesar das declarações e posicionamentos diplomáticos, aliados europeus de Washington já estão envolvidos no caos do Oriente Médio.


O que está acontecendo?

  • A guerra no Oriente Médio envolve, atualmente, Estados Unidos, Israel e Irã.
  • Apesar de os EUA ser um dos 32 membros da OTAN, e de ter recebido sinal verde para operar a partir de bases alguns países da aliança no Oriente Médio, aliados europeus ainda não realizaram ataques diretos contra o Irã.
  • O próprio chefe da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a aliança militar não possui planos de entrar no conflito.
  • Mas incidentes envolvendo membros da aliança, e outras nações europeias, forçaram países como Reino Unido e França e se movimentaram militarmente no Oriente Médio.

Nos últimos dias, ao menos dois incidentes, ligados a guerra no Irã, foram registrados em países da Europa.

O primeiro deles aconteceu na ilha de Chipre, onde uma base militar do Reino Unida foi atacada por um drone, interceptado por forças da Grécia. Até o momento não ficou claro a origem do veículo não-tripulado. Autoridades locais, contudo, afirmam que o mesmo trata-se de um modelo desenvolvido e fabricado pelo Irã.

Já na quarta-feira (4/3), a OTAN foi acionada pela primeira vez desde o início do conflito no Irã. O caso aconteceu após um míssil iraniano invadir o espaço aéreo da Turquia, que divide uma fronteira de aproximadamente 534 quilômetros com o país persa, e ser interceptado por sistemas de defesa aérea da aliança militar.

A operação aconteceu de encontro ao pacto de defesa coletiva da OTAN, onde membros devem agir caso um dos países da aliança seja atacado.

Reações

Depois da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã respingar no Reino Unido, Turquia, e Grécia, três dos 32 membros da Otan, a Europa passou a se mobilizar militarmente.

Embora tenha afirmado que os britânicos não possuem intenções de se envolver no conflito no Oriente Médio, o premiê Keir Starmer ordenou que um navio de guerra, além de aeronaves, fossem deslocadas para a costa do Chipre.

De acordo com o líder do Reino Unido, o deslocamento do destróier HMS Dragon e de helicópteros com capacidade antidrone busca aumentar as capacidades defensivas não só do Chipre, como também de posições britânicas localizadas na ilha.

O incidente também provocou reações na França, outro país que compõe a aliança militar do Ocidente. Depois do caso envolvendo drones supostamente iranianos, o presidente Emmanuel Macron anunciou o envio do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para o Mar Mediterrâneo. O líder francês ainda acrescentou que  implantaria sistemas de defesa aéreo franceses no Oriente Médio por conta da insegurança na região.

Nas duas decisões, lideranças europeias argumentaram que a mobilização militar não tem como objetivo atacar o Irã, mas sim defender interesses nacionais e aliados.

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