Guerra entre Israel, EUA e Irã entra no 4º dia com baixas estratégicas
Conflito entre Israel, EUA e Irã entrou no quarto dia com ambos os lados se mostrando disposto a continuar os combates
atualizado
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Depois de baixas no setor de inteligência iraniano, a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel entrou no quarto dia nesta terça-feira (3/3). O conflito, justificado por Washington como uma tentativa de impedir o avanço nuclear do país persa, culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
O conflito já escalou na região de tal forma que a sede da rede estatal de TV iraniana foi atacada e o Departamento de Segurança dos Estados Unidos recomendou que norte-americanos presentes em 14 países do Oriente Médio deixem os locais imediatamente (veja lista no final deste texto).
O que está acontecendo?
- No último sábado (28/2), Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã.
- Assim como na guerra de 12 dias em 2025, o programa nuclear iraniano foi usado como justificativa para os bombardeios.
- Eles aconteceram dias após EUA e Irã realizarem negociações sobre um possível acordo nuclear entre os dois países.
- A operação militar resultou na morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e de outras lideranças iranianas.
- De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, os ataques devem continuar até que a capacidade militar iraniana seja destruída.
Na segunda-feira (2/2), as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram uma série de bombardeios contra a capital do país, Teerã. Os alvos, informaram militares israelenses, foram autoridades ligadas à segurança interna iraniana e ao Ministério da Inteligência.
De acordo com as FDI, foram mortos nos ataques o vice-ministro da Inteligência para “Assuntos de Israel”, Sayed Yahya Hamidi, e Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem.
O Exército de Israel ainda confirmou ataques contra órgãos de segurança interna do Irã, responsáveis “por suprimir protestos contra o regime através de medidas violentas e prisões de civis”.
Além de ataques contra o Irã, Tel Aviv também relatou operações no Líbano, visando posições do grupo Hezbollah — apontado como uma das organizações regionais apoiadas por Teerã. Segundo as FDI, o chefe do quartel-general de inteligência da organização libanesa, Hussein Meklad, foi morto durante bombardeios.
A abertura do novo front de batalha, desta vez no Líbano, surgiu após o Hezbollah atacar uma base israelense com mísseis e drones. De acordo com o grupo xiita, a medida foi uma resposta ao assassinato do ex-líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
Irã segue com ataques
Alegando direito legítimo de se defender, o Irã também continuou com a onda de ataques contra bases militares dos EUA no Oriente Médio, assim como pontos do território israelense.
Em uma das operações no Kuwait, as Forças Armadas iranianas alegam que abateram um caça F-35 norte-americano. O Comando Central dos EUA (CENTCOM), contudo, nega a informação, e afirma que a aeronave foi derrubada por engano após “fogo amigo” das forças kuwaitianas.
Ataques também foram relatados contra instalações energéticas no Catar e na Arábia Saudita, dois países do Oriente Médio alinhados aos EUA.
Apesar das alegações vindas dos países do Golfo, a mídia estatal iraniana afirmou que estruturas petrolíferas não estão entre os alvos de Teerã na região — que prioriza bases militares.
Alerta máximo
Confira a lista de países que os EUA recomendaram retirada imediata de cidadãos estadunidenses:
- Bahrein;
- Egito;
- Irã;
- Iraque;
- Israel;
- Jordânia;
- Kuwait;
- Líbano;
- Omã;
- Catar;
- Arábia Saudita;
- Síria;
- Emirados Árabes Unidos;
- Iêmen.
O mesmo comunicado inclui, também, as áreas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.












