Embaixador do Irã agradece posição do Brasil sobre ataques dos EUA
Governo brasileiro condenou ataques coordenados dos EUA e de Israel contra o Irã e exaltou a necessidade de resolução pacífica para conflito
atualizado
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O governo iraniano agradeceu ao Brasil por condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em declaração nesta segunda-feira (2/3), o embaixador do país em Brasília, Abdollah Nekounam, afirmou que a posição brasileira foi um gesto importante diante dos “atos de agressão”.
“Nós recebemos as manifestações do governo brasileiro sobre os ataques dos EUA e do regime sionista de Israel e agradecemos a condenação dos atos de agressão. Acreditamos e vemos essa ação da parte do governo do Brasil como uma ação valorosa que dá atenção aos valores do ser humano, soberania, integridade territorial e independência dos governos”, declarou Nekounam.
No último sábado (28/2), após o ataque coordenado de Israel e Estados Unidos contra o Irã, o Brasil se posicionou contra a invasão. Em nota publicada pelo Palácio Itamaraty, o governo brasileiro pediu pelo fim das hostilidades.
“Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota publicada pela pasta.
Os ataques contra o Irã resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei e gerou uma onda de hostilidades no Oriente Médio. Em retaliação a morte de Khamenei, o Teerã lançou ofensivas contra bases militares americanas instaladas na região.
Os ataques retaliatórios do Irã alcançaram ao menos nove países. São eles: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã.
Ainda na manhã desta segunda-feira (02/3), EUA e Israel realizaram um ataque contra o Líbano. A ação ocorreu após o Hezbollah, organização terrorista do país, reivindicar um ataque contra Israel realizado no domingo (1º/2).
Após a retaliação norte-americana, o Líbano, afirma, também registrou mortes que ainda não foram contabilizadas oficialmente.
