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Mundo

Israel diz ter matado chefe de Inteligência do Hezbollah em Beirute

Segundo Exército de Israel, membros da cúpula de Inteligência do Irã também foram mortos nesta segunda-feira (2/3)

02/03/2026 10:13, atualizado 02/03/2026 11:11
Amir Levy/Getty Images
Fumaça sobe sobre o sul do Líbano após um bombardeio israelense, vista de uma posição no lado israelense da fronteira em 2 de março de 2026

O Exército israelense informou nesta segunda-feira (2/3) ter eliminado Hussein Makled, chefe do quartel-general de inteligência do Hezbollah, grupo extremista libanês aliado de Teerã. O grupo abriu fogo contra Israel em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após ataques dos EUA e Israel.

Segundo as as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), Hussein Makled morreu em um “ataque preciso em Beirute”, na capital do Líbano.

Mais cedo, os militares já haviam informado que mataram diversos membros importantes da alta cúpula da Inteligência iraniana, entre eles o vice-ministro de Inteligência para “Assuntos de Israel”, Sayed Yahya Hamidi, e o chefe da Divisão de Espionagem, Jalal Pour Hossein.

Israel alega que o vice-ministro “liderou atividades terroristas contra judeus, atores ocidentais e opositores do regime no Irã e no exterior”.

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(Polícia Federal dos Estados Unidos) alega que Yahya tem conexões com “supostas atividades terroristas em todo o mundo, utilizando redes de inteligência, redes operacionais e capacidades cibernéticas, incluindo a cooperação entre o MOIS e o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã”.

Conflito no Oriente Médio

Os EUA e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã no sábado (28/2). 131 cidades foram atingidas e o aiatolá Ali Khamenei, líder do país, foi assassinado. Mais de 550 iranianos morreram nos ataques, informou a Sociedade do Crescente Vermelho no país (IRCS).

Em resposta, o Irã anunciou que realizou um ataque contra a residência do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e bombardeios contra Tel Aviv, capital israelense. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não está aberto a negociar com os Estados Unidos.