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Mundo

Secretário do Irã rebate Trump e diz: "Não negociaremos com os EUA".

Ali Larijani, secretário de Segurança do Irã, alegou ainda que "a ilusão de Trump arrastou toda a região para uma guerra desnecessária"

02/03/2026 06:41, atualizado 02/03/2026 09:31
Reprodução/X
Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã - Metrópoles

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que os iranianos não estão abertos a negociações com os Estados Unidos após os ataques ao país no fim de semana. Em publicação no X, ele foi taxativo: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.

A declaração contradiz o presidente norte-americano, Donald Trump, que, no domingo (1º/3), alegou que a nova liderança iraniana tinha interesse em retomar negociações.

Larijani, na mesma rede social, escreveu, ainda, que “a ilusão de Trump arrastou toda a região para uma guerra desnecessária e agora ele está, com razão, preocupado com mais baixas americanas”.

“É realmente muito triste que ele esteja sacrificando recursos e vidas americanas para promover as ambições expansionistas ilegítimas de (Benjamin) Netanyahu, (primeiro-ministro de Israel)”, alegou.

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Trump se pronuncia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo pronunciamento, nesse domingo (1º/3), sobre a operação militar contra o Irã, que escalou o conflito no Oriente Médio. Em um balanço da ação, o republicano afirmou que centenas de alvos foram atingidos, incluindo instalações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea, e que líderes do comando militar iraniano “se foram”.

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O titular da Casa Branca disse ainda que as operações continuarão até que “todos os objetivos” sejam atingidos. “As operações de combate continuam neste momento com força total, e continuarão até que todos os nossos objetivos sejam alcançados. Temos objetivos muito fortes”, garantiu.

Veja vídeo divulgado por Israel em ataque ao Irã:

Trump lamentou as mortes de militares norte-americanos durante o conflito e prometeu “vingá-los”. “Infelizmente, é possível que haja mais [baixas]”, afirmou.

Trump também fez um apelo aos militares iranianos: “Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa. Será morte certa. Não será bonito”, declarou.

Ainda no domingo, o republicano afirmou que a ação militar causou a morte de 48 membros da cúpula iraniana. Os ataques começaram no sábado (28/2) e atingiram a capital Teerã e regiões do país persa. O ataque resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras lideranças do regime. Segundo a mídia estatal iraniana, mais de 200 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas após a ofensiva.

O Irã retaliou a operação com ataques às bases militares dos Estados Unidos em países da região do Golfo. Três soldados norte-americanos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos nas ações.