Opep aumenta produção de petróleo em meio a crise no Estreito de Ormuz
Decisão prevê acréscimo de 188 mil barris por dia a partir de julho, e ocorre em meio às tensões que afetam o mercado
atualizado
Compartilhar notícia

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados decidiram, neste domingo (7/6), aumentar em 188 mil barris por dia a meta conjunta de produção de petróleo a partir de julho. A medida representa o quarto reajuste consecutivo anunciado pelo grupo nos últimos quatro meses.
Segundo comunicado divulgado pela aliança conhecida como Opep+, o aumento faz parte do compromisso dos países produtores com a estabilidade do mercado internacional de petróleo.
“Como parte do compromisso coletivo com a estabilidade do mercado petrolífero, a Opep+ decidiu implementar um ajuste na produção de 188 mil barris por dia em julho”, informou a organização.
A reunião contou com sete países da aliança: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã. No entanto, a decisão anunciada neste domingo ocorre em um momento de forte pressão sobre o setor energético mundial.
O mercado vem sendo impactado pelas restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta. O impacto acontece devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem dificultado a circulação de petróleo na região e afetado a capacidade de produção e exportação de diversos integrantes da aliança.
Bloqueio gera menos produtividade nos países do Golfo
Por conta do bloqueio na via marítima, a produção da Opep atingiu o menor nível em quase quatro décadas. Dados da própria organização mostram que a produção média caiu de 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro para 33,19 milhões em abril.
Entre abril e junho, sete dos principais integrantes da Opep+ já haviam elevado suas cotas de produção em cerca de 600 mil barris por dia.
Na prática, porém, a oferta efetiva do grupo recuou devido à redução das exportações dos países do Golfo.
O aumento aprovado para julho repete o volume autorizado para junho. O número é menor que os acréscimos de 206 mil barris diários aprovados para abril e maio, ajuste que levou em consideração a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização.