Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep e da Opep+
Mercado de petróleo global vive uma instabilidade desde fevereiro, com a guerra do Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz
atualizado
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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28/4) a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+. A saída do país terá efeito a partir do mês que vem.
O anúncio vem em meio à instabilidade do mercado de energia global devido a guerra do Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota do comércio de petróleo do Oriente Médio.
A Opep é uma organização que coordena políticas de produção e venda de petróleo, e conta com 12 países membros, formada por países do Oriente Médio, África e América do Sul.
Veja os países membros da Opep:
- Argélia
- Congo
- Guiné Equatorial
- Gabão
- Irã
- Iraque
- Kuwait
- Líbia
- Nigéria
- Arábia Saudita
- Emirados Árabes Unidos (Saída anunciada para 1º de maio de 2026)
- Venezuela
Já a Opep + (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Parceiros) inclui outros países, sendo o mais influente a Rússia.
Na nota que informou sobre a saída, o Ministério de Energia dos Emirados Árabes afirmou que a decisão “está alinhada com a visão estratégica e econômica de longo prazo do país e com o desenvolvimento do seu setor de energia, incluindo a aceleração dos investimentos na produção doméstica de energia. Também reforça seu compromisso como produtor responsável e confiável, atento ao futuro dos mercados globais de energia”.
O comunicado ainda cita a instabilidade do mercado de petróleo com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, canal pelo qual passa 20% de todo o petróleo global.

“A decisão foi tomada após uma revisão abrangente da política de produção dos Emirados Árabes Unidos e de sua capacidade atual e futura. Considera ainda o interesse nacional e o compromisso do país em contribuir de forma eficaz para atender às necessidades urgentes do mercado, especialmente diante das flutuações geopolíticas de curto prazo, como as tensões no Golfo e no Estreito de Ormuz, que afetam a dinâmica da oferta. Ao mesmo tempo, as tendências indicam crescimento contínuo da demanda global por energia no médio e longo prazo”, completa a nota do ministério.
